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Correio da Manhã

Sociedade
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Daltonismo afeta mais homens do que mulheres

Gene defeituoso no cromossoma X na origem do problema.
Daniela Polónia 30 de Outubro de 2016 às 12:45
Consulta no oftalmologista permite fazer o diagnóstico do daltonismo e, regra geral, a doença é detetada logo em criança uma vez que é hereditária
Consulta no oftalmologista permite fazer o diagnóstico do daltonismo e, regra geral, a doença é detetada logo em criança uma vez que é hereditária FOTO: Direitos Reservados
Devido ao daltonismo, as crianças podem ter problemas de aprendizagem porque, por exemplo, as brincadeiras com figuras geométricas estão relacionadas com cores.

Causa frustração e dificuldades na integração. Nos adultos, o grande problema são os semáforos, embora aprendam a viver com isso e fixem a ordem das cores", explica Guilherme Castela, médico oftalmologista, na Unidade de Órbita e Ortoplastia, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O daltonismo - ou discromatopsia - é a incapacidade de diferenciar uma ou mais cores, sendo "mais comum as pessoas olharem para algo vermelho e verem verde". "Há também dificuldades entre os azuis e os amarelos", diz o médico. Embora seja menos frequente, há quem veja tudo a preto e branco, a chamada "cegueira das cores".

Um gene defeituoso, no cromossoma X, é a principal causa do daltonismo. "Nesse caso, é uma doença que surge logo à nascença e é hereditária. Embora já me tenham chegado doentes adultos porque tinham uma forma ligeira de discromatopsia e não foram dando por isso", exemplifica Guilherme Castela. Doenças neurológicas, como um AVC ou tumor cerebral, também podem afetar a capacidade de distinguir cores.

"Oito a dez por cento dos homens são daltónicos. Nas mulheres é mais raro. Podem ser portadoras do gene e transmiti-lo aos filhos. Apenas 0,5 por cento é que são daltónicas", afirma o oftalmologista.
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