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Estado ganha 5,5 milhões de euros com licenças de caça

Entraram nos cofres públicos menos 375 mil euros do que na época venatória anterior.

05 de julho de 2021 às 08:37

Os registos do organismo público, tutelado pelo Ministério do Ambiente e que administra o património natural e florestal, apontam para menos 8219 caçadores ativos, no espaço de um ano. A descida tem maior expressão nas licenças que permitem caçar em todo o território (-2482), no Alentejo (- 1503, o maior valor entre as autorizações regionais) e aos estrangeiros que caçam em Portugal (-1062, o maior recuo percentual para menos de metade do que na época cinegética anterior). Mas a quebra da atividade é comum a todo o País: Norte (- 1083), Centro (-1036), Lisboa e Vale do Tejo (-516), Alentejo (-1503) e Algarve (-126) não escapam.

“Pagaram por algo de que não usufruíram: os caçadores não tiveram oportunidade de caçar durante grande parte da última época de caça. E isso deveria ter sido levado em conta, com a devolução do dinheiro pago. Ou então que, na época atual, não houvesse custos. O ICNF está a cobrar e os caçadores não têm qualquer resultado da sua atividade. E não é hoje. Pedimos, há mais de três anos, que as entidades tutelares da caça reduzam significativamente o valor das licenças, sem sucesso. A nossa posição não tem sido considerada”, afirma ao CM o representante do Movimento Caçadores Mais Caça. José Baptista defende ainda a necessidade de permitir “uma moratória de dois a três anos” nas taxas pagas por zonas de caça associativas e turísticas. “O descontentamento é generalizado.”

Zonas de caça associativas e turísticas não têm como pagar aos proprietários

“Há várias zonas de caça associativas e turísticas com falta de poder económico para pagar a renda aos proprietários”, avança ao CM o Movimento Caçadores Mais Caça, que pede a extensão do prazo de pagamento das taxas. Os caçadores temem perder os terrenos para outros setores de atividade, como para o da energia para a instalação de painéis fotovoltaicos. Zonas associativas pagam anualmente 0,80 € por hectare, turísticas 1,76 € .n

Peca lúdica no mar rende 2,3 milhões de euros em 2020

As receitas da pesca lúdica no mar subiram (+327 mil euros) no ano passado, totalizando 2,3 milhões de euros. O resultado aponta para o aumento da emissão de licenças. A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços (DGRM) não divulgou o número total de documentos passados. O maior beneficiário, embolsando 1,2 milhões de euros, foi o Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca. Segue-se a própria DGRM com proveitos de cerca de 631 mil euros. As receitas do primeiro trimestre deste ano revelam, contudo, uma quebra de atividade: foram os três primeiros meses mais fracos desde 2019, com um acumulado de apenas 103 mil euros. n

67,04

euros foi quanto custou cada licença para caçar em todo o território nacional na época venatória 2020/2021. A taxa paga por uma licença regional foi de 38,43 euros. As mais caras são as de não residentes: 129,83 € para uma época inteira e 67,51 € por um mês de caça.

Pescar no mar custa 2 €/dia

O preço de uma licença que permite a prática de pesca lúdica marítima, em todo o território do continente, vai desde os 2 € (por uma diária para pesca apeada) aos 70 € (por uma anual para pesca apeada, embarcada e submarina). A pesca em águas interiores (rios, ribeiras, barragens) é licenciada pelo ICNF.

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