Estrada Municipal (EM) 514 está cortada nos dois sentidos.
A Estrada Municipal (EM) 514 está cortada nos dois sentidos, em Oliveira do Hospital, devido ao colapso da plataforma provocado pelo mau tempo, levando a condicionamentos na circulação de transportes escolares e no acesso a freguesias.
O desabamento na EM 514 (também conhecida como estrada do Vale do Alva) ocorreu às 22h48 de quarta-feira, encerrando a via entre o Cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo, naquele concelho.
"A estrada colapsou numa extensão de 100 metros. Grande parte da plataforma foi abaixo. Tem apenas uma parte residual que ainda não abateu, mas admitimos que nas próximas horas acabará por colapsar, o que põe em causa a mobilidade e um conjunto de serviços", disse esta quinta-feira o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra).
Em declarações à agência Lusa, José Francisco Rolo referiu tratar-se de "uma estrada estruturante para a zona Sul do concelho", que liga várias freguesias e dá acesso à escola da Ponte das Três Entradas.
"Perdemos a estrada do Vale do Alva" e "a solução vai ser sempre uma morosa, complexa", salientou.
A preocupação agora incide no acesso dos alunos e na mobilidade tanto dos transportes escolares, quanto dos cidadãos e dos serviços de apoio à população, em particular os destinados aos idosos, além do acesso às unidades turísticas do Vale do Alva.
"Estamos a montar um sistema alternativo de transportes com táxis e com viaturas mais pequenas, para garantir que todas as crianças, todos os jovens, possam ter acesso à escola [e que decorra a circulação dos serviços e dos cidadãos], com recurso a vias alternativas transversais que ligam a Estrada Nacional [EN] 17 à EM 514", adiantou o edil.
A autarquia informou que o acesso a Penalva de Alva será feito pela EN 17 (também identificada por Estrada da Beira), via Catraia de São Paio, pela EM 506 e EM 514.
Já o acesso a Caldas de São Paulo será pela EN 230 (via Ponte das Três Entradas); EN 17 (caminho municipal 514-2 para Santo António do Alva); e EN 17 (Senhor das Almas para São Sebastião da Feira).
Quando a estrada colapsou, "havia dois carros a circular: um ainda passou, mas um segundo carro caiu", mas sem que o motorista registasse "quaisquer sequelas".
O líder do executivo municipal esclareceu que "o carro [ainda] está na ravina provocada pelo colapso da estrada", que é marginal ao rio Alva.
"A estrada foi, na sua base, sendo comida pela drenagem de águas do lado da vertente, portanto, do lado da encosta, e do outro lado a estrada foi sendo corroída, o talude foi sendo corroído, pela subida das águas do rio Alva", sublinhou.
A maior preocupação agora "é garantir a circulação segura de todos os cidadãos", na circunstância de serem esperados grandes níveis de precipitação, bem como a subida de água nos vales do Alva e do Alvoco, sublinhou o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital.
Rolo deixou "um alerta para as pessoas circularem em locais seguros", evitando zonas de risco, sendo "importante que as pessoas também desenvolvam os mecanismos de segurança e de autoproteção".
De acordo com o edil, "há já um nível de desgaste muito grande das equipas que estão no terreno", com o município, inclusive, "a contratar meios externos para apoiar os meios da Câmara Municipal".
"O Governo declarou o município em estado de contingência, mas tenho que dizer que há várias semanas que o município está em estado de calamidade", defendeu.
Como explicou, "os esforços que vamos desenvolver é precisamente sensibilizar o Governo para o grau de prejuízos que existem em vias públicas, em equipamentos públicos, em equipamentos desportivos, em equipamentos escolares que temos que recuperar e, por si só, com o orçamento municipal, não vamos conseguir recuperar".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência do mau tempo.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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