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Estratégia para Universidade açoriana aponta internacionalização e sustentabilidade até 2032

Proposta não tem caráter operacional, mas estabelece eixos estratégicos e linhas de ação para orientar o futuro da instituição.

20 de abril de 2026 às 15:32

A proposta do Plano Estratégico da Universidade dos Açores (UAc) constitui um documento "estratégico" com orientações para reforçar a atratividade, sustentabilidade, internacionalização e um modelo de financiamento que compense os custos da insularidade, foi esta segunda-feira anunciado.

"Esse trabalho resulta de um processo de auscultação profunda com o objetivo de definir as principais orientações para o futuro da instituição", adiantou à agência Lusa o coordenador da comissão para a elaboração da proposta de Plano Estratégico para a Universidade dos Açores, Gualter Furtado.

A proposta de Plano Estratégico para a academia açoriana, para 2026-2032 foi entregue na reitoria da academia açoriana.

"Analisamos a missão da universidade à luz dos dias de hoje e dos desafios atuais regionais, nacionais e globais. E (...) fixamos objetivos. Definimos eixos estratégicos e traçamos linhas de ação", salientou o economista Gualter Furtado, acrescentando que o documento resulta de "quatro meses de trabalho" desenvolvido em regime "pro bono".

A proposta não tem caráter operacional, mas estabelece eixos estratégicos e linhas de ação para orientar o futuro da instituição.

Entre as prioridades destacam-se o reforço da qualidade pedagógica, a aposta na investigação e inovação, a internacionalização e a sustentabilidade financeira, tendo em conta uma universidade "tripolar", com pólos em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

O documento, consultado pela Lusa, defende também uma universidade "atlântica, insular e aberta ao mundo", capaz de atrair estudantes residentes, jovens da diáspora e de países de língua oficial portuguesa, assim como investigadores internacionais, numa academia "em que os seus alunos têm elevados níveis de empregabilidade".

"Uma universidade tripolar com uma preocupação permanente de integrar as outras ilhas do arquipélago, com o recurso às novas tecnologias, inovação e presença física com equipas de docentes e investigadores em projetos específicos. Uma universidade que fomenta as parcerias" e "capaz de contribuir para o desenvolvimento económico, social e ambiental dos Açores", lê-se no documento.

O plano estratégico pretende contribuir para uma universidade que "valoriza as áreas que já desenvolve bem" e promove "áreas novas e estratégicas" como as engenharias e no setor da saúde.

Defende uma oferta formativa e uma investigação "capaz de atrair múltiplos públicos", em áreas de "excelência" como as ciências do mar, vulcanologia, agroindústria e saúde, e uma aposta no ensino à distância, cursos em inglês e articulação com ensino secundário e profissional.

Defende, igualmente, que "o Governo Regional não pode adiar mais a criação de um grupo de trabalho para preparar a criação de um centro académico clínico nos Açores" e recomenda "um mecanismo estrutural que compense os sobrecustos da insularidade, complementado com contratos programa, diversificação de receitas e com um maior envolvimento regional".

O documento será apresentado e discutido nos órgãos próprios da universidade a partir de 06 de maio, num processo que pretende envolver toda a comunidade académica e institucional.

"Foi uma missão ao serviço dos Açores. Esse trabalho foi feito pensando na importância que a academia açoriana pode ter na transformação dos Açores, tanto como elevador social, mas também como um contributo para resolver um conjunto de problemas que existem nos Açores ao fim de 50 anos de Autonomia e que infelizmente ainda persistem", disse Gualter Furtado.

A reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, assinou, em dezembro de 2025, o despacho que criava a comissão de elaboração do Plano Estratégico da Universidade dos Açores e fixava os limites do trabalho a desenvolver.

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