As estruturas que representam os trabalhadores do Arsenal do Alfeite defenderam esta terça-feira no parlamento que o estaleiro naval volte a ser reintegrado na Marinha, considerando que "é necessário a admissão de mais trabalhadores" e de mais investimento.
"De uma vez por todas, e nós achamos que este é o momento ideal, que se devia tomar uma posição sobre o Arsenal do Alfeite. Uma das posições que concordamos e sempre o dissemos, é a integração na Marinha", disse aos deputados da Comissão de Defesa Nacional António Pereira, da Comissão de Trabalhadores do Arsenal do Alfeite.
Também Alexandre Plácido, da direção do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e Empresas de Defesa (STEFFAs), considerou que o Arsenal do Alfeite deve continuar "100% público", sustentando que "evidentemente a reintegração na Marinha seria uma solução bem recebida".
A questão da integração do Arsenal do Alfeite na Marinha foi levantada pelos deputados do Chega, Bernardo Pessanha, e do PCP, Alfredo, que defenderam que o estaleiro devia voltar a ser um serviço da Marinha.
O Arsenal do Alfeite deixou de ser um serviço da Marinha e passou a ser uma Sociedade Anónima em 2019, altura em que os estatutos dos estaleiros navais foram alterados.
"Com esta mudança de estatuto, uma das consequências mais graves foi a redução drástica do número de trabalhadores, de 1.200 para 684. Este número ficou aquém da previsão inicial e nunca foi corrigido. Presentemente são 412 trabalhadores, com uma média de idade de 50 anos", precisou o representante da comissão de trabalhadores, sublinhando que "esta redução levou a uma perda de conhecimento enorme, pois saíram trabalhadores dos mais experientes".
Segundo António Pereira, a admissão de novos trabalhadores tem sido feita "a conta-gotas", sendo por isso necessário a entrada de mais funcionários.
O representante dos trabalhadores salientou que "a falta de investimento no estaleiro, em todos estes anos, teve um impacto enorme nas suas atuais capacidades".
Por sua vez, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e Empresas de Defesa lamentou que, desde 2009, "nada tenha sido feito para resolver os problemas que aquele estaleiro tem e, sobretudo, não foi canalizado o investimento que é necessário".
Alexandre Plácido acrescentou que espera que alguma parte das verbas que vão ser disponibilizadas para a defesa por Bruxelas sejam "canalizada para aquilo que é necessário, que é modernizar, reequipar e reforçar o quadro pessoal do Arsenal do Alfeite".
"O que falta ali [Arsenal do Alfeite] é que se cumpram, no fundo, as premissas que nunca foram cumpridas aquando da passagem à sociedade anónima, e é que haja vontade política por parte do Governo em fazer o investimento necessário", disse ainda o sindicalista, dando conta que "a situação do Arsenal já não era a melhor em 2009 e agravou-se exponencialmente desde a passagem à sociedade anónima".
Os órgãos representativos dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite foram ouvidos na Comissão de Defesa Nacional para darem conhecimento aos deputados sore a situação atual e perspetivas futuras.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.