Universidade de Évora registou este ano um aumento de 2,5% de novos alunos colocados na 1.ª fase.
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Um grupo de alunos da Universidade de Évora (UÉ) protestou esta quinta-feira contra a falta quartos para estudantes e aumento das rendas na cidade, exigindo ao município e ao Governo medidas que permitam minimizar o problema.
Convocados pela Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), através das redes sociais, várias dezenas de estudantes concentraram-se em frente aos Paços do Concelho e foram recebidos pelo presidente do município, Carlos Pinto de Sá (CDU), a quem entregaram um manifesto.
"Mais do que uma manifestação, queremos fazer uma tomada de posição" para que "haja uma maior sensibilização por parte dos órgãos competentes para intervir nesta área", afirmou à agência Lusa o vice-presidente da AAUE Miguel Luís.
O dirigente estudantil referiu que houve este ano "uma redução do número de quartos da oferta local" para estudantes e que a UÉ tem "cerca de oito mil alunos", dos quais entre "quatro mil a cinco mil são residentes em Évora".
Miguel Luís frisou que a redução de quartos está refletida na lista de alojamentos que a AAUE faz todos os anos, porque no ano passado a lista tinha "quatro ou cinco folhas" e, agora, não foi além de "19 casas".
"Depois, temos a parte das residências que não são suficientes para dar resposta a todas as necessidades de alunos que há em Évora", sublinhou, indicando que as cerca 500 camas em residências "nem chegam a 10 por cento" do número total de alunos.
O vice-presidente da AAUE defendeu que a diminuição de quartos para estudantes em Évora "faz com que seja necessário não só uma intervenção direta e rápida, que a universidade já está a procurar fazer", mas também "um plano a longo prazo".
Segundo o responsável, os senhorios que disponibilizavam casas para estudantes estão a apostar no turismo e, ao mesmo tempo, os preços estão a subir: "Há dois anos conseguia-se um quarto por 160 ou 180 euros por mês e, agora, chega aos 375 euros", comparou.
Madalena Alcaide, uma das participantes no protesto, que chegou há pouco tempo para estudar na Universidade de Évora, vinda do Algarve, contou à Lusa que ainda não encontrou alojamento, estando a dormir temporariamente em casa de uma amiga.
"Estou com dificuldades para encontrar casa. Os preços são muito altos e as condições não se adequam aos preços", disse, relatando que, dos poucos quartos que encontrou na cidade, a renda pedida era de "250 euros para cima".
Depois de receber o grupo, o presidente da Câmara de Évora disse estar solidário com a luta dos estudantes, por terem "têm toda a razão", mas frisou que "as autarquias não dispõem de instrumentos que possam intervir de forma eficaz".
"Não temos instrumentos para garantir" uma resposta aos problemas, mas "temos a possibilidade de levantar a voz e dizer que há a necessidade de fazer" uma determinada intervenção, acrescentou.
O autarca alentejano considerou necessária "uma política educativa que olhe para este caso concreto e destine recursos para responder a esta situação", mas observou que "isso não significa que seja apenas o Governo".
"Temos é que ter instrumentos e recursos para, em conjunto com o Governo, Universidade de Évora e até outras instituições, podermos avançar para a resolução deste problema", disse, concluindo que "se é um problema nacional, exige uma resposta nacional".
A Universidade de Évora registou este ano um aumento de 2,5% de novos alunos colocados na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, face ao ano passado, acolhendo mais de mil novos estudantes.
Após a conclusão da 3.ª fase do concurso nacional de acesso e das restantes vias de ingresso no ensino superior, a academia estimou que o total de novos estudantes inscritos em licenciaturas, mestrados e doutoramentos seja "superior a dois mil".
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