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Estudo identifica ecotipo de abelha no arquipélago dos Açores

Conclusões da investigação foram apresentadas no sábado, na Associação Agrícola de São Miguel, pelo professor do Centro de Biotecnologia dos Açores, Artur Machado.

17 de maio de 2026 às 19:25

Um estudo elaborado pelo Centro de Biotecnologia dos Açores em parceria com a Federação Agrícola e com o Governo Regional conclui pela existência de um ecotipo de abelha no arquipélago, foi este domingo divulgado.

O trabalho de investigação, divulgado pela Associação Agrícola de São Miguel, "não concluiu pela existência de uma raça autóctone, mas identificou um ecotipo" de abelha, com "presença significativa" na ilha de Santa Maria, no grupo Oriental.

Segundo uma nota de imprensa, o projeto teve como objetivo determinar, com recurso a análises genéticas, a possível existência de uma linhagem endémica de abelha 'Apis Mellífera' nos Açores, contribuindo para o conhecimento científico e para a preservação da biodiversidade local.

As conclusões do estudo foram apresentadas no sábado, na Associação Agrícola de São Miguel, pelo professor do Centro de Biotecnologia dos Açores, Artur Machado, que "relevou a importância das mesmas, tendo em vista a estratégia a seguir para um programa de melhoramento genético".

"O especialista sugeriu a definição de um objetivo que potencie a produção de mel, obedecendo à estratégia dos responsáveis e entidades ligadas ao setor apícola", adiantou a nota.

Artur Machado realçou ainda a importância da classificação do mel de incenso com Denominação de Origem e o estabelecimento de um "sistema fiável de controlo".

O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, também citado no comunicado, referiu a importância do estudo científico e salientou a "eficácia da parceria" entre as três entidades envolvidas.

Por sua vez, o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, abordou a importância da identificação do ecotipo de abelha, que considerou "mais uma diferenciação animal a juntar às seis raças autóctones identificadas para outras espécies no arquipélago".

O governante sublinhou ainda a necessidade de a abelha "Apis Mellifera" ser conservada na região e expressou a disponibilidade do executivo regional para "debater o objetivo a seguir" com a Federação Agrícola dos Açores e com as associações do setor.

Em agosto de 2025, o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) referiu que o setor apícola nos Açores "tem demonstrado um enorme desenvolvimento, sendo que nos últimos cinco anos há um acréscimo no número de apicultores e colónias, registando-se um crescimento de cerca de 7% no número de apicultores (462) e cerca de 4% no número de colónias (8.053)".

Na ocasião, o secretário regional da tutela, citado num comunicado do executivo açoriano, referiu que o setor da apicultura "está em desenvolvimento e todo o mel produzido encontra sempre mercado".

"Temos o único mel no mundo produzido a partir da floração do incenso", destacou António Ventura, acrescentando que a existência de diálogo entre as várias associações do setor, a Federação Agrícola dos Açores e o Governo Regional "tem permitido o progresso e ajustamento das políticas públicas para a apicultura".

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