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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Eurodeputados aprovam recomendação do BE para maior financiamento de saúde das mulheres

Em causa estão questões como a menopausa, a endometriose, o Síndrome do Ovário Poliquístico, as doenças cardiovasculares e metabólicas, a saúde mental e neurológica", entre outras.

23 de abril de 2026 às 13:44

A comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira uma recomendação da eurodeputada bloquista, Catarina Martins, para aumentar o financiamento da UE para a saúde das mulheres, em questões como a menopausa e a endometriose.

Numa reunião, em Bruxelas, esta comissão parlamentar aprovou -- por 24 votos a favor, cinco contra e uma abstenção -- um parecer para criação de uma Estratégia Europeia para a Saúde das Mulheres, que pede "um aumento do financiamento da UE para a saúde das mulheres, em particular para as condições específicas das mulheres que são subfinanciadas ou pouco estudadas", indicou o Bloco de Esquerda (BE). em comunicado.

Em causa estão questões como a menopausa, a endometriose, o Síndrome do Ovário Poliquístico, as doenças cardiovasculares e metabólicas, a saúde mental e neurológica", entre outras.

O documento, da autoria de Catarina Martins e que não é juridicamente vinculativo, pediu também que a Comissão Europeia e os Estados-membros "reconheçam formalmente e previnam a violência ginecológica e obstétrica - incluindo procedimentos não consentidos, abuso verbal e a desconsideração das preocupações em matéria de saúde reprodutiva - como uma violação da autonomia corporal e uma forma sistémica de violência de género".

O parecer segue agora para a comissão dos Direitos das Mulheres e da Igualdade dos Géneros do Parlamento Europeu, que o vai incluir num relatório a apresentar ao plenário, para ser aí votado.

Citada na mesma nota, Catarina Martins considerou que tais mudanças iam permitir "corrigir uma injustiça histórica, que tem custado vidas".

"Ao reconhecer a necessidade de uma estratégia para a saúde das mulheres, a Europa assume a responsabilidade de garantir que a saúde não tem um género preferencial e que a ciência serve, finalmente, a totalidade da sua população", adiantou a eurodeputada bloquista.

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