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Correio da Manhã

Sociedade
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Ex-presidente do BCP lidera Reformados Indignados

O ex-presidente do Banco Comercial Português (BCP) Filipe Pinhal vai liderar o Movimento dos Reformados Indignados (MRI), a ser apresentado em Lisboa na próxima terça-feira, anunciou este sábado a organização.
2 de Março de 2013 às 14:46
Ex-presidente do Banco Comercial Português (BCP) Filipe Pinhal
Ex-presidente do Banco Comercial Português (BCP) Filipe Pinhal FOTO: Sérgio Lemos

Em comunicado, o novo movimento refere que será presidido por Filipe Pinhal "em conjunto com o SNQTB - Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários", representado por Afonso Diz, e vai "tomar posição face à situação de profunda crise social vivida pelo país e aos ataques que o Governo está a fazer aos reformados".

O MRI está contra a "famigerada taxa CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade), que constitui um instrumento de espoliação dos reformados e pensionistas".

O movimento adianta que, com a presença da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) em Portugal, "com um desemprego crescente e uma crise social sem precedentes", pretende chamar a atenção "para os ataques que estão a ser feitos aos reformados bancários, retirando-lhes diariamente os instrumentos sociais de sobrevivência e fustigando-os com taxas e impostos incomportáveis para a classe".

O ex-presidente do BCP está reformado pela instituição e foi, durante o processo de saída, acusado pelo empresário Joe Berardo de receber uma reforma milionária, renegociada em outubro de 2010 no sentido de reduzir a sua pensão de reforma, com a exceção de Jardim Gonçalves, contra quem o banco avançou com uma ação judicial.

Filipe Pinhal foi, durante anos, administrador do BCP e mais tarde presidente da instituição, saindo após o escândalo das 'off-shores' do próprio banco alegadamente para manipular as ações do BCP em bolsa.

Esta é uma acusação feita a Filipe Pinhal e outros administradores em vários processos, nomeadamente pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em que foi condenado e recorreu, pelo Ministério Público, com o julgamento a decorrer, e pelo Banco de Portugal, em recurso no Tribunal Constitucional.

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