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Familiares de doente morto acusam de negligência médico que realizou diagnóstico errado duas vezes

"O meu pai tinha cura e podia ter sido tratado", conta a filha ao CM.

08 de outubro de 2023 às 17:18
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Familiares de doente morto acusam de negligência médico que realizou diagnóstico errado duas vezes

Familiares de um homem de 67 anos que morreu de pneumonia grave acusam o médico que o atendeu inicialmente no serviço de Urgência do Hospital de Mirandela de negligência. O caso remonta ao início de 2020.

Manuel Dias, que sofria de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), foi levado à unidade hospitalar com dificuldades respiratórias a 6 e a 7 de janeiro de 2020.

Nesses dois dias, o idoso foi atendido pelo mesmo médico, que alertado para o facto de ele ter DPOC, apenas lhe fez um raio-x e lhe deu alta, com diagnóstico de ansiedade e constipação leve.

No dia 8 de janeiro, Manuel ainda apresentava muitas dificuldades respiratórias e foi de novo levado para o hospital. Desta vez, não foi atendido pelo mesmo médico e foram feitos os devidos exames.

"Dessa vez, foi muito bem atendido, era outro médico. Foi-lhe feita uma TAC e foi-lhe detetada uma pneumonia gravíssima. Ele já quase não respirava. Estava muito mal", conta Cláudia, a filha, ao CM

Já na última visita ao hospital de Mirandela, Manuel entrou em paragem cardiorrespiratória, durante 14 minutos, o que lhe causou vários danos a nível cerebral. Teve que ser transferido para os cuidados intensivos do Hospital de Bragança e ficou lá internado durante um mês e meio. Dia 20 de março acabou por morrer.

"Os médicos disseram que se ele [Manuel] tivesse sido diagnosticado corretamente da primeira vez, poderia ter-lhe sido feita uma drenagem aos pulmões para retirar o líquido que lá estava alojado. O nosso pai podia estar entre nós", garantiu ao CM o filho mais velho de Manuel.

A família pede agora que o médico que deu o diagnóstico inicial seja responsabilizado. 

"Só queremos justiça. Podíamos ter o meu pai cá e não temos. Só queremos que o médico pague por aquilo que nos fez. O meu pai tinha cura e podia ter sido tratado. Infelizmente, morreu por negligência médica", salienta Cláudia.

O médico em causa ainda não se pronunciou sobre o caso.

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