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FESAHT adere à paralisação de 03 de junho contra a reforma laboral

Estrutura sindical considera que a reforma da legislação laboral "visa somente proteger e aumentar a exploração dos empregadores sobre quem trabalha".

15 de maio de 2026 às 16:56

A FESAHT - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal vai aderir à greve geral convocada pela CGTP para 03 de junho por estar em causa "um ataque abrangente e retrógrado" aos direitos dos trabalhadores.

Em comunicado, a estrutura sindical considerou que, no atual contexto de aumento do custo de vida, "em que todos os setores de atividade deveriam estar a valorizar os salários", o Governo e os representantes dos patrões propuseram uma reforma da legislação laboral "que visa somente proteger e aumentar a exploração dos empregadores sobre quem trabalha".

"Os trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal não vão, uma vez mais, cair na retórica demagógica, que só com aumento da precariedade, perca de direitos e o ataque à dignidade profissional e laboral se consegue valorizar salários e aumentar produtividade", lê-se no comunicado.

A FESAHT sublinhou ainda que a indústria do turismo, alimentação e bebidas, apesar dos "recordes nos lucros ano após ano, ao longo de todo o século XXI", nunca considerou "valorizar salários, melhorar horários, combater a descriminação entre mulheres e homens".

"É o setor do salário mínimo nacional", referiu.

Para a federação sindical, a reforma laboral do Governo "ameaça pilares essenciais da proteção no trabalho e fragiliza direitos fundamentais, nomeadamente, ao pretender despedimentos sem justa causa, ataque à contratação coletiva, limitação dos direitos à greve e à organização sindical, limitação dos direitos de parentalidade, imposição de bancos de horas individuais, entre outras malfeitorias".

O Governo aprovou na quinta-feira em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será enviada ao parlamento.

O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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