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Fisco alerta para chamadas telefónicas fraudulentas sobre declaração de IRS

Chamadas "deverão ser ignoradas", recomenda o fisco.

22 de agosto de 2026 às 14:03

A administração fiscal avisa que há cidadãos a receber chamadas telefónicas fraudulentas em nome do fisco, em que lhes é pedido que corrijam uma suposta divergência na declaração de IRS.

As chamadas fazem parte de uma campanha de 'vishing', em que "é pedido aos destinatários destas chamadas que carreguem numa determinada tecla para alegadamente" corrigir uma divergência na declaração de rendimentos, explica a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) numa mensagem publicada esta semana no Portal das Finanças.

Os contactos telefónicos acontecem numa altura em que já terminou o prazo para a entrega das declarações de rendimento relativas a 2025 e numa fase em que o fisco já teve de liquidar os ficheiros (dar por concluído o processo de cálculo do imposto e notificação dos contribuintes do resultado final, se daí resulta um reembolso, dinheiro a entregar ao Estado, ou nada a receber nem a pagar).

As chamadas "deverão ser ignoradas", recomenda o fisco.

No mesmo aviso, a AT dá conta de que estão a circular 'e-mails' fraudulentos em que os atacantes pedem aos destinatários que carreguem em determinados 'links' e ainda mensagens de texto por telemóvel (SMS) com o objetivo de induzir as pessoas a validar dados pessoais.

O 'vishing' é um tipo de ataque em que se usam técnicas de engenharia social, com recurso a mensagens de voz ou a chamadas telefónicas, com o objetivo de capturar informação sensível de uma vítima, explica o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS). O termo resulta da combinação das palavras em língua inglesa 'voice' e 'phishing'.

Neste caso, ao simularem uma instituição para ganhar credibilidade, os atacantes invocam fraudulentamente o nome da Autoridade Tributária e Aduaneira.

Segundo o relatório o "Cibersegurança em Portugal", divulgado pelo CNCS em abril deste ano, "com o aumento sustentado da exposição digital de indivíduos e famílias à internet e a certos serviços digitais aumenta o risco de ciberataques", com casos de engenharia social e fraude, com destaque, no caso da engenharia social, para "o aumento do vishing e da CEO Fraud".

Em 2024, "os subtipos de engenharia social mais frequentemente observados foram o 'vishing' (18,31% do total), a CEO Fraud (17,89%), seguindo-se as técnicas de falso recrutamento (11,6% do total) e burlas 'Olá, Pai... Olá, Mãe' (8,7%)", refere o CNCS num outro relatório, de setembro de 2025, de "Riscos & Conflitos".

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