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Francisco imortaliza uma Igreja para "todos, todos, todos" na JMJ em Lisboa

"Na Igreja ninguém está a mais", disse o Sumo Pontífice na cerimónia de acolhimento da Jornada Mundial da Juventude 2023.

21 de abril de 2025 às 17:56

O Papa Francisco afirmou na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa, em 2023, que na Igreja há espaço para "todos, todos, todos", frase que marcaria o seu pontificado e que, agora, está a ser usada para o relembrar.

"Na Igreja ninguém está a mais, há espaço para todos. Repitam comigo. Quero que digam na vossa própria língua: todos, todos, todos", disse o Papa Francisco, que morreu,  aos 88 anos, a 03 de agosto de 2023 na cerimónia de acolhimento da JMJ, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

Naquele que foi o primeiro grande encontro com os jovens da JMJ, o Papa, colocando uma das mãos nos ouvidos dando a entender que os queria ouvir a repetir consigo "todos, todos, todos", voltou a defender uma Igreja aberta a todos, ideia que não era nova nos seus discursos, mas que ganhou ali uma nova dimensão com aquela expressão.

Na mensagem com a qual se dirigiu aos jovens, o Papa pediu-lhes para não terem medo porque na Igreja há espaço para todos e ninguém que queira entrar fica de fora porque Jesus recebe e acolhe, abre e não fecha as portas.

"Quando não houver, por favor, façamos com que haja, mesmo para quem erra, para quem cai, para quem sente dificuldade", insistiu.

O Papa Francisco pediu ainda aos jovens, que gritavam "esta é a juventude do Papa", para não terem medo de agir e de seguir em frente com os seus ideais e crenças, sendo protagonistas das suas vidas.

A XXXVII Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorreu em Lisboa e parte do concelho de Loures entre 01 e 06 de agosto de 2023, juntou milhares de jovens de todo o mundo, naquela que seria a última JMJ presidida pelo Papa Francisco que, na ocasião, já se deslocava em cadeira de rodas.

A Santa Sé realçou que na missa de encerramento do evento, em 06 de agosto de 2023, presidida por Francisco no Parque Tejo, estiveram cerca de um milhão e meio de pessoas.

Esta foi a segunda visita do Papa Francisco a Portugal, depois de ter estado em 2017 em Fátima, onde esteve menos de 24 horas, para assinalar o centenário das aparições de Nossa Senhora.

O Papa Francisco, cuja morte já motivou muitas reações, é recordado pelo sorriso, por quebrar protocolos, por estar próximo das pessoas e pela frase de que a Igreja é para "todos, todos, todos".

Esta segunda-feira, a frase é proferida por várias muitas pessoas, desde dirigentes políticos, líderes religiosos, instituições e organismos, para recordar o Papa e o seu legado, sendo unânimes de que a expressão é "inesquecível".

O Papa Francisco morreu, esta segunda-feira, aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.

O papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março. A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.

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