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Gondomar ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil

Ativação do Plano tem como objetivo assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades envolvidas nas operações de prevenção.

08 de fevereiro de 2026 às 08:16

A Câmara de Gondomar ativou no sábado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em resposta à manutenção de condições meteorológicas extremas e ao risco elevado de ocorrência de cheias e inundações no concelho, anunciou este domingo o município.

A decisão decorre da declaração da situação de contingência, determinada pelo Despacho do Governo n.º 1532-E/2026, de 7 de fevereiro, que vigora entre as 00h00 do dia 5 de fevereiro de 2026 e as 23h59 do dia 15 de fevereiro de 2026, e que abrange um conjunto alargado de concelhos do país, entre os quais se inclui Gondomar, lê-se no comunicado enviado à Lusa.

A ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil tem como objetivo assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades envolvidas nas operações de prevenção, vigilância, proteção e socorro, permitindo reforçar a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional a nível municipal.

No âmbito desta ativação, encontram-se mobilizados os serviços municipais, as forças de segurança, os bombeiros, os serviços de proteção civil e as restantes entidades com dever especial de cooperação, em estreita articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O anúncio surge no mesmo dia em que o concelho foi atingido pela depressão Marta e horas depois de o mesmo município, em comunicado, ter alertado para rajadas de 100 km/h, no concelho, entre as 18h00 e as 21h00.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. 

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