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Governo muito empenhado na reorganização da PSP em Lisboa, Porto e Setúbal

De acordo com Luís Neves, "todos, quer a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, quer o Governo, quer os próprios autarcas, quer toda a comunidade, todos querem a PSP".

02 de julho de 2026 às 15:16

O ministro da Administração Interna disse esta quinta-feira que o Governo está muito empenhado na reorganização dos comandos metropolitanos de Lisboa e Porto, e do comando distrital de Setúbal da PSP, sem adiantar quando e de que forma.

"(...) O Governo, eu próprio, estamos muito empenhados em fazer essa reorganização. Essa reorganização é, sobretudo, importante para a população, para as pessoas", declarou, em Leiria, Luís Neves, após ser questionado pelos jornalistas sobre quando e a forma como se vai processar essa reorganização.

Luís Neves presidiu à cerimónia do 159.º aniversário da Polícia de Segurança Pública (PSP), comemorações que habitualmente decorrem em Lisboa, mas, devido ao impacto da depressão Kristin, que afetou gravemente a região de Leiria, foram transferidas para esta capital de distrito.

"O mais importante são as ideias e as decisões, depois é implementá-las", afirmou, assinalando "há de haver momentos para tudo".

De acordo com Luís Neves, "todos, quer a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, quer o Governo, quer os próprios autarcas, quer toda a comunidade, todos querem a PSP".

"Significa que a PSP é uma polícia querida e desejada. E, por isso, o seu primeiro pilar é a prevenção, e a prevenção tem que ver com proximidade e com visibilidade. Portanto, não vale a pena nós estarmos aqui, porque seria irrealista (...), dizer daqui a seis meses, daqui a um ano. Far-se-á, esta reforma vai ser feita", garantiu.

Antes, no discurso, o governante defendeu o futuro da PSP exige "capacidade para evoluir".

"E exige que deixemos para trás modelos que já não respondem plenamente às exigências da realidade. Exige uma Polícia de Segurança Pública cada vez mais especializada, preparada para enfrentar os desafios próprios do espaço urbano, da criminalidade contemporânea e das novas exigências colocadas à segurança", salientou.

Para Luís Neves, "o amanhã exige uma liderança capaz de mobilizar pessoas, inspirar confiança, interna e externamente, antecipar desafios e conduzir a mudanças" e, "numa organização fortemente hierarquizada" como é a PSP, "a liderança não nasce por decreto nem se improvisa".

"Constrói-se ao longo dos anos, constrói-se na experiência acumulada, constrói-se no exemplo. Por isso, todos devem estar preparados para assumir responsabilidades crescentes, mantendo sempre presentes os valores que distinguem esta instituição", realçou o ministro da Administração Interna.

Segundo Luís Neves, "a prova dessa capacidade de adaptação está já em curso", com a reorganização do dispositivo da PSP nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e no comando distrital de Setúbal.

"Trataremos de cuidar de funções que são administrativas por ter funcionários administrativos a cumpri-las e não elementos policiais", observou, admitindo que esta será "uma transformação exigente que tem um objetivo inegociável, reforçar a visibilidade policial, aumentar a proximidade e melhorar a resposta operacional junto das pessoas".

O ministro da Administração Interna disse sentir que é isso que "todos querem fazer", além de que é "essa a exigência da comunidade, é essa a exigência do cidadão", mas admitiu haver dificuldades.

"Mas também estamos fortemente motivados e aliados num objetivo que é fortalecer, com mais meios, esta grande instituição", sustentou, adiantando que "conduzir esta mudança exige planeamento, capacidade de decisão, espírito de missão e, sobretudo, o acesso a informação de filigrana".

Para o governante, "é também uma prova de qualidade" das lideranças.

Luís Neves referiu-se ainda às negociações com os sindicatos, para sublinhar ser necessário tempo.

"Estamos numa fase negocial com os sindicatos, é preciso tempo. Eu compreendo a falta de tempo para quem há muitos anos procura almejar chegar a um patamar de encontro de vontades de todos nós, mas quero dizer (...) que estou fortemente motivado em lutar por aquilo que são as necessidades e os patamares de exigência que esta força e o serviço que prestam" necessitam, adiantou Luís Neves.

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