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Greve adia cuidados de saúde

Doentes estão a ser obrigados a deslocarem-se aos hospitais noutros dias.

08 de novembro de 2013 às 14:22

A greve da Função Pública esta sexta-feira fez adiar muitas consultas nos hospitais e centros de saúde obrigando os doentes a uma nova deslocação às unidades. No Hospital de São José, em Lisboa, vários doentes manifestaram-se inconformados pelo adiamento da assistência.

Rosa Martins, 73 anos, reformada, não fez análises clínicas nem um eletrocardiograma por falta de técnicos. “Sou diabética e venho em jejum para fazer as análises. Tenho de ir embora sem ter feito nada e voltar num outro dia. Os trabalhadores em greve podem ter muita razão mas são os doentes que sofrem com a paralisação”, queixou-se a doente ao CM

Uma outra paciente, Ana Brito, 48 anos, empregada doméstica, também não teve consulta. “Tinha marcada uma consulta de cirurgia plástica mas não houve consulta, vou ter de voltar outro dia esperando que a remarcação da consulta não seja muito demorada”, salientou Ana Brito.

No Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa, Helena Martins, 77 anos, aposentada, esperava ter uma consulta de enfermagem, que acabou por não se realizar.

José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, afirmou ao CM que cerca de “70% dos enfermeiros aderiram à paralisação”.

Se a paralisação de hoje tiver uma adesão, até ao final do dia, de 38% dos funcionários do setor da saúde não serão realizadas 870 cirurgias nem 22.400 consultas. Os serviços mínimos nas Urgências hospitalares estão garantidos.

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