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Greve dos médicos para consultas e cirurgias

Utentes foram surpreendidos com cancelamento de atos marcados.

24 de julho de 2024 às 01:30

Milhares de utentes foram, na terça-feira, afetados pelo primeiro dia da greve dos médicos, convocada pela Federação Nacional dos Médicos (Fnam). O cancelamento de consultas e cirurgias causou graves constrangimentos em centros de saúde e hospitais de todo o País. A greve continua esta quarta-feira.

“Esperei um ano por uma consulta de análise de Dermatologia, não fazia ideia que a consulta ia ser cancelada, só me avisaram no momento da consulta”, referiu ao CM um utente do Hospital de Faro.

Em Coimbra, os serviços de Neuropediatria e a Anestesia fecharam a 100% nos Hospitais Universitários. Já nos Covões a Medicina Interna registou uma adesão de 90%. A norte, no Hospital de São João, no Porto, o bloco central parou a 100% de manhã, o bloco da Neurocirurgia a 75% e a Obstetrícia a 66%. No Hospital dos Capuchos, em Lisboa, o bloco geral registou 60% de adesão.

“O que é realmente importante, e que o Ministério da Saúde devia refletir, é que cada consulta ou cirurgia adiada causa um transtorno na vida dos doentes. O responsável é o Ministério da Saúde, que nada faz para garantir mais médicos no SNS”, disse Joana Bordalo e Sá, presidente da Fnam.

A adesão à greve dos médicos ronda os 70% com cirurgias e consultas canceladas em várias regiões do País, diz a Fnam.

“É uma adesão bastante forte, o que é significativo tendo em conta a revolta que os médicos sentem”, afirma Joana Bordalo e Sá, presidente da Fnam.

paralisação

A greve geral e a paralisação ao trabalho suplementar nos primários até 31 de agosto, pela “intransigência e inflexibilidade” da tutela.

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