Paralisação, convocada pelo STTS, decorre esta segunda-feira e na terça-feira entre 00h00 e as 24h00.
Greve dos trabalhadores da saúde com 60% de adesão
O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) estimou, esta segunda-feira, que greve dos trabalhadores da saúde esteja a ter uma adesão de 60%.
"Neste momento [pelas 10:00] estamos com uma adesão de 60%. Ainda é muito cedo, há mudanças de turnos às 15:00, portanto teremos números mais exatos por volta desse horário", disse aos jornalistas Mário Rui no início de uma concentração em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A greve, convocada pelo STTS, decorre esta segunda-feira e na terça-feira entre 00h00 e as 24h00.
Na concentração de trabalhadores com cerca de 20 pessoas, Mário Rui adiantou que as consultas externas e as cirurgias programadas são alguns dos serviços afetados pela greve.
Mário Rui disse que espera uma "forte adesão" porque já ocorreram tentativas para "desviar os trabalhadores da greve" no Hospital de Braga, Hospital de São Teotónio (Viseu) e no Hospital de São José (Lisboa).
"Fomos confrontados com algumas tentativas por parte das administrações e das chefias que estão a tentar desviar os trabalhadores da greve, com ameaças de processos disciplinares. Não os deixaram faltar ao serviço, ligaram-lhes para casa", explicou Mário Rui.
O responsável disse que a greve abrange todos os trabalhadores da saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, assistentes técnicos, auxiliares de saúde e assistentes operacionais.
Em relação às revindicações da greve, explicou que "há um problema grande em relação ao pagamento das horas extraordinárias" e que os trabalhadores da saúde "querem realmente ser ouvidos".
A falta de progressão nas carreiras e do correspondente aumento de salários também foi apontado pelo dirigente, que lembrou que há casos pendentes desde 2023.
O presidente do STTS disse também que os trabalhadores exigem uma carreira nova para os técnicos auxiliares de saúde, que não é revista "há muito tempo".
"Os trabalhadores estão cansados. Neste momento muitos deles nem sequer as horas extras têm em dia", exemplificou Mário Rui.
Referiu ainda que quando foi lançando o pré-aviso de greve, na quarta-feira passada, foi enviado um pedido reunião para o Governo com a hipótese de suspender a greve, mas o sindicato não obteve nenhuma resposta.
Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que "resolva vários problemas" para dignificar a profissão.
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