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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Greve na IP obrigou a suprimir 140 comboios entre as 00h00 e as 08h00

Entre as 00h00 e as 08h00 estavam programados 254 comboios e foram efetuados 114.

14 de julho de 2022 às 08:59

A CP - Comboios de Portugal suprimiu 140 das 254 ligações programadas entre as 00h00 e as 08h00 desta quinta-feira, devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), disse à agência Lusa fonte oficial da empresa.

De acordo com o balanço feito pela CP à Lusa, entre as 00h00 e as 08h00 estavam programados 254 comboios e foram efetuados 114, dos quais quatro de longo curso, 40 regionais, 40 urbanos de Lisboa e 30 urbanos do Porto.

Este é o segundo dia de greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal, depois de na terça-feira a paralisação ter levado a CP - Comboios de Portugal a suprimir 903 das 1.274 ligações programadas entre as 00h00 e as 22h00.

A CP já tinha informado que previa "fortes perturbações na circulação de comboios, a nível nacional, em todos os serviços" durante os dois dias da greve. Aviso idêntico tinha igualmente sido feito pela Fertagus.

Por seu lado, a IP - Infraestruturas de Portugal, empresa gestora da rede ferroviária, informou na sua página da internet que durante a greve garantiria "a abertura de 30% do seu canal ferroviário para o serviço Urbanos - Lisboa e Porto, e 25% para as restantes circulações, nos termos dos serviços mínimos acordados" com a APROFER - Associação Sindical dos Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário.

A greve abrange os perto de 300 trabalhadores do Comando e Controlo Ferroviário da IP, que regulam a pontualidade e a segurança de 100% das circulações ferroviárias e que estão concentrados nas estações de Braço de Prata, Contumil e Setúbal, ou seja, nos centros de comando operacionais (CCO) de Lisboa, do Porto e de Setúbal.

Conforme explicou anteriormente o presidente da APROFER, Adriano Filipe, em greve estarão os supervisores e os operadores de comando ferroviário e de permanência geral de infraestruturas ferroviárias.

À Lusa, o responsável adiantou que na base da greve está a reivindicação de um sistema de formação profissional próprio para os centros de comando operacionais, de um sistema de avaliação e desempenho específico para estas funções e de uma atualização nas remunerações.

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