Dados divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) não identificam os colégios em causa, que representam 35% do total de escolas privadas com ensino secundário.
Mais de um terço dos alunos de 38 colégios tiveram 19 ou 20 valores a, pelo menos, uma disciplina em 2024/2025, segundo um relatório divulgado hoje que identifica 21 escolas privadas com o mesmo padrão há oito anos consecutivos.
No ano letivo 2024/2025, houve 38 estabelecimentos de ensino privados que atribuíram, pelo menos, um 20 ou um 19 (numa escala de zero a 20 valores) a mais de 30% dos seus alunos, segundo os resultados da análise das classificações internas publicados hoje.
Os dados divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) não identificam os colégios em causa, que representam 35% do total de escolas privadas com ensino secundário, nem indicam a que disciplinas foram atribuídas as classificações mais elevadas.
A análise revela, no entanto, que, considerando o conjunto dos alunos dessas 38 escolas, 30% obtiveram 19 ou 20 valores em todas as disciplinas avaliadas naquele ano letivo.
Além dos resultados de 2024/2025, a DGEEC analisou os últimos oito anos letivos para "mapear e acompanhar a ocorrência de classificações internas muito elevadas" e identificar eventuais "fenómenos recorrentes".
A análise identifica 21 escolas que, desde 2017/2018, surgem sempre referenciadas neste indicador: mais de 30% dos alunos obtiveram 19 ou 20 valores a pelo menos uma disciplina.
Na escola pública, o cenário é muito diferente: entre os 483 estabelecimentos analisados, apenas três atingiram o mesmo limiar, atribuindo 19 ou 20 valores a pelo menos 30% dos alunos.
Os dados da DGEEC relativos ao ensino público, embora também anonimizados, detalham a percentagem de alunos que obtiveram 19 ou 20 valores a todas as disciplinas.
Uma dessas escolas, onde 19% dos alunos tiveram 19 ou 20 valores a todas as disciplinas, já tinha sido identificada em 2023/2024, quando essa percentagem era de 10%.
Outra das escolas identificadas no ano letivo passado já tinha sido referenciada em 2019/2020, quando 23% dos alunos obtiveram 19 ou 20 valores a todas as disciplinas, valor que caiu para 16% em 2024/2025.
A mais recente análise das classificações internas dos cursos científico-humanísticos confirma diferenças já observadas em anos anteriores: as escolas privadas continuam a apresentar médias superiores às públicas e, em ambos, as classificações são mais elevadas nas disciplinas anuais.
No ensino público, a média das classificações internas finais foi de 15 valores, mas subiu para 17,2 valores nas disciplinas anuais, que não estão sujeitas a avaliação externa.
No ensino privado, a média global foi de 16,8 valores, enquanto nas disciplinas anuais ultrapassou os 18 valores.
Entre as disciplinas com pelo menos 100 alunos inscritos em que a classificação mais frequente foi 20 valores, a análise identifica cinco no ensino público, todas anuais, e 14 no privado, das quais apenas uma -- Geometria Descritiva A -- não é anual.
À semelhança de anos anteriores, os melhores desempenhos continuam a verificar-se nos cursos de Ciências e Tecnologia, seguidos dos de Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades e Artes Visuais.
Entre escolas privadas e públicas, a diferença das médias das classificações internas finais é maior nos cursos de Ciências Socioeconómicas (1,7 valores) e menor em Línguas e Humanidades (0,8 valores).
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