Bebé nasceu com paralisia cerebral e morreu aos seis anos.
Há doze anos que Francisco e Dulce O’Neill esperam que se faça justiça pela morte da sua filha que nasceu com uma tetraparéxia espástica (paralisia cerebral). Em 2004, o pai fez queixa do obstetra à Ordem dos Médicos (OM) por negligência "antes, durante e após o parto". A OM proferiu sentença a favor do queixoso. O acórdão condenou o médico a 10 dias de suspensão, mas este tem recorrido deste então.
"Após quase 12 anos de investigação e perícias de médicos credenciados do Porto, Coimbra e Lisboa e advogados da Ordem dos Médicos, foram pronunciados dois Acórdãos de Condenação/Suspensão contra o mesmo arguido, o médico Vítor Moutinho Neto, que entretanto recorreu da condenação", conta ao CM Francisco O’Neill . O acórdão do Conselho Nacional de Disciplina (CND) da OM, a que o CM teve acesso, diz que "houve má prática médica por parte do arguido, na medida em que houve deficiente vigilância fetal durante o parto e insuficiente informação obstétrica contida no processo clínico". O CND fala ainda em "violação grave do código deontológico". A pedido de Francisco O’Neill, a Procuradoria-Geral da República solicitou ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) a reabertura do processo que antes tinha sido arquivado por prescrição.
contactou o médico que recusou prestar declarações.
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