Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade

IEFP: UGT considera razoável redução do número de inscritos

Líder da central sindical está de visita à Madeira.
21 de Setembro de 2015 às 13:36
Carlos Silva (Dir.) reuniu-se com Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira
Carlos Silva (Dir.) reuniu-se com Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira FOTO: Lusa
O secretário-geral da UGT disse esta segunda-feira que a redução do número de inscritos nos centros de emprego é "uma notícia razoável" e criticou quem "diz mal" dos números, defendendo a implementação de medidas públicas para combater este problema.

"Se há mais gente a trabalhar e há menos desempregados registados, isso não pode ser deixado de ser analisado como uma notícia razoável e que nos deve manter com horizonte no mesmo sentido, de continuar a trabalhar para que os números vão diminuindo", afirmou Carlos Silva aos jornalistas depois de ter reunido no Funchal com o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

O secretário-geral da UGT comentava os números divulgados na sexta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), segundo os quais, em agosto, o total de desempregados registados no país diminuiu 14% em termos homólogos, mas aumentou 0,7% relativamente ao mês anterior.

Sindicato considera que ainda existem muitos desempregados
O sindicalista salientou que, apesar desta "interpretação prática" dos números, a UGT "não prescinde do discurso de que continua a haver muita gente desempregada", 620 mil pessoas e muitos são de longa duração.

"Portanto, não vale a pena estar a dizer mal dos números, o que importa é instituir políticas públicas que possibilitem a criação de emprego, mas também dar mais um ânimo às empresas para que invistam em Portugal", declarou, salientando que o país ainda está a "sair de um momento de recessão".

Carlos Silva incentivou a analisar a evolução da situação nos próximos meses, "seja com medidas do atual ou do futuro governo", sublinhando a importância de serem ouvidos os parceiros sociais.

"Estamos disponíveis, mas não vale a pena dizer que não há alteração aos números do desemprego. Há, eles baixaram. Não me diga que toda a gente emigrou", argumentou o responsável da UGT.

Necessidade de combater a precariedade
O sindicalista também apontou ser necessário "combater a precariedade e dar dignidade e respeito aos contratos de trabalho, sobretudo de milhares de jovens", em setores como a restauração, comércio e turismo, que precisam de garantir a sua estabilidade.

"Temos de implementar políticas que também combatam as empresas que utilizam muito e abusam muito dos estágios profissionais e depois não mantêm esses jovens", destacou.

Segundo Carlos Silva, os números do desemprego "nunca baixarão se o Estado se demitir da sua responsabilidade de também começar a criar empregos na área da administração pública, das obras públicas e do setor empresarial do Estado", acrescentando que devem ser dadas também condições às empresas, "por exemplo na área do financiamento, da celeridade na justiça e sobretudo na área da fiscal".

A redução do IVA para a restauração foi outro aspeto que defendeu, criticando o facto de o Governo ter "fechado olhos" aos dados transmitidos que, com esta medida, "no espaço de dois anos no máximo, teria mais 60 mil pessoas a trabalhar de imediato".
UGT Carlos Silva Funchal reunião Miguel Albuquerque Governo Regional da Madeira IEFP redução desempregos
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)