Associação destaca em comunicado que esta nova terapia "é a primeira a atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos da doença".
O Infarmed aprovou o financiamento de um novo tratamento para a hipertensão arterial pulmonar, que reduz em 84% o risco de agravamento clínico ou morte, uma decisão agora saudada pela Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar.
A associação destaca em comunicado que esta nova terapia "é a primeira a atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos da doença", rara e progressiva, que atinge maioritariamente mulheres jovens.
Segundo o relatório de avaliação de financiamento público, divulgado no passado dia 13 de julho, o Winrevair® (sotatercept) foi aprovado para ser utilizado em meio hospitalar em combinação com outras terapêuticas para a Hipertensão Arterial Pulmonar, para o tratamento de doentes adultos com Classe Funcional II ou III da OMS para melhorar a capacidade de exercício.
Segundo a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP), "o tratamento é o primeiro em mais de uma década com um novo mecanismo de ação e demonstrou em estudos uma redução de 84% no risco de agravamento clínico ou morte".
Salienta que a hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara, incurável, invisível e altamente incapacitante, que afeta maioritariamente mulheres jovens e pode levar a situações de falência cardíaca e morte prematura.
"Até agora, as terapias focavam-se em aliviar os sintomas, sem travar a proliferação celular que torna os vasos sanguíneos mais espessos e rígidos. Esta nova terapia é a primeira a atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos da doença", realça a associação.
A Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar relata que o impacto desta doença na vida dos doentes, diagnosticados em média aos 36 anos, "é avassalador".
"Muitos são forçados a abandonar as suas carreiras e projetos de vida no auge da sua idade produtiva devido a sintomas como cansaço extremo e falta de ar, incapacidade para realizar atividades simples como subir escadas, impossibilidade ou elevado risco em decisões como ter filhos", relata.
Para a presidente da APHP, Reina Vilaça, "é crucial haver uma maior aposta em estratégias de diagnóstico precoce", mas defende que a evolução no tratamento é imperativa para se consegui dar "uma nova esperança a estes doentes, muitas vezes esquecidos".
A associação reforça o seu compromisso em trabalhar com as entidades de saúde para garantir um acesso rápido e equitativo a esta nova terapêutica para todos os doentes elegíveis.
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