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Correio da Manhã

Sociedade
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Intoxicação alimentar em escola da Amadora

Crianças e auxiliares recebem assistência médica.
15 de Dezembro de 2015 às 18:00
Pelo menos 50 crianças e 15 adultos de uma escola e de um lar em Alfragide, Amadora, receberam nesta terça-feira assistência médica na sequência de uma intoxicação alimentar. Tratam-se de alunos da Escola Luís Madureira e de um lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que partilham o serviço de cantina. A jornalista da CMTV Cláudia Machado esteve no local e deu mais pormenores sobre o caso.

Sessenta e sete pessoas sofreram esta terça-feira uma intoxicação alimentar numa escola, num lar e num centro de dia da Santa Casa da Misericórdia da Amadora,  segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários da Amadora, Mário Conde.

O responsável disse à Lusa que 54 destas vítimas foram transportadas para cinco hospitais da Grande Lisboa e outras 13 estavam pelas 20h00 a ser assistidas na Escola Luís Madureira, em Alfragide.

Além deste estabelecimento de ensino, foram registadas vítimas no Lar de Santo António (localizado no mesmo complexo da escola) e no Centro de Apoio à Terceira Idade do Casal da Mira, na freguesia de Mina de Água.

Mário Conde explicou que, segundo o delegado de saúde do município, as causas da intoxicação estarão relacionadas com "a distribuição de 550 refeições" de almoço por uma mesma empresa nestes três locais.

Em declarações aos jornalistas junto à escola, o comandante adiantou que para o local foram enviados 30 viaturas e 70 bombeiros, além de outros meios da Proteção Civil, a PSP e o Instituto Nacional de Emergência Médica.


Mário Conde, comandante dos Bombeiros Voluntários da Amadora, disse à CMTV que cerca de 50 crianças, com idades entre os 5 e os 11 anos, alunos da Escola Básica Luís Madureira, apresentaram sintomas de vómitos, náuseas e tonturas.

Mário Conde explicou ainda que a comida foi fornecida pela mesma empresa de distribuição. Alguns pais das crianças disseram que o almoço foi pescada à brás, havendo a suspeita de que o problema advenha dos ovos utilizados na confeção dos pratos.


O alerta foi dado cerca das 17h00.


Transportados para vários hospitais

A Santa Casa indicou que também foram transportados para o hospital 10 idosos.

As vítimas estão a ser encaminhadas para vários hospitais da Grande Lisboa.

Oito crianças foram encaminhadas para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, indicaram fontes do CDOS e da unidade de saúde.

Tal como estes alunos, estão também em observação 18 vítimas na urgência pediátrica do Hospital São Francisco Xavier e seis a sete crianças no Hospital de Santa Maria, segundo fontes destas unidades lisboetas, que falavam cerca das 19h00.

Treze crianças - três das quais já tiveram alta - e sete adultos foram atendidos no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), adiantou o gabinete de comunicação.

Razões da intoxicação estão a ser investigadas
O diretor-geral de Saúde, Francisco George, disse esta terça-feira que as razões da intoxicação que afetou 67 pessoas na Amadora estão a ser investigadas no Instituto Ricardo Jorge, mas garantiu que a situação não é especialmente grave.

"Estamos em crer que não se trata de uma situação especialmente grave, se bem que três idosos possam ter um prognóstico mais preocupante", afirmou à Lusa Francisco George.

De acordo com o responsável da Direção-Geral de Saúde, "a resposta foi muito rápida e eficiente, de uma maneira geral", apesar de existirem "muitos doentes afetados, quer crianças, quer idosos, mas são poucos os que inspiram cuidados".

Em termos gerais, a resposta do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e de outros hospitais da região de Lisboa, e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) "foi muito eficaz" e ainda estão em curso operações para identificar a origem da contaminação, explicou.

Apesar de estar já identificada a empresa que forneceu as 550 refeições à escola e aos lares de idosos da Santa Casa da Misericórdia da Amadora, Francisco George notou que o número de vítimas "depende da resistência de cada um, da quantidade do alimento contaminado que se comeu" e que "há muitos fatores que influenciam a chamada taxa de ataque".

"Foram expostas a um risco mas não se sabe a quantidade de alimentos contaminados que cada um comeu", salientou o diretor-geral de Saúde, acrescentando que ainda não está identificado o alimento contaminado e "decorrem análises no Instituto Nacional Ricardo Jorge".

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