Cerimónia de tomada de posse de José António Seguro decorre esta segunda-feira na Assembleia da República.
Cerca de três dezenas de ativistas estão concentrados esta manhã no Largo do Rato, em Lisboa, em protesto para chamar a atenção do novo Presidente da República para a necessidade de colocar a crise climática na sua agenda.
A pouco mais de um quilómetro da Assembleia da República, onde esta segunda-feira decorre a cerimónia de tomada de posse de José António Seguro, alunos de várias escolas secundárias e faculdades de Lisboa gritam palavras de ordem num protesto sob o lema "A nossa vida não está a venda".
"Estamos aqui hoje para colocar pressão para que o novo Presidente da República coloque na sua agenda o fim dos combustíveis fósseis até 2030, que significa garantir que também está preocupado com o nosso futuro", disse à Lusa José Borges, da Greve Climática, lamentando que o assunto não tenha sido "um tema central durante a campanha eleitoral".
Alunos do Liceu Camões, da Escola Secundária D. Luísa de Gusmão e da Escola Artística António Arroio gritaram palavras de ordem ao lado dos estudantes universitários das faculdades de Letras e de Ciências da Universidade de Lisboa. O objetivo é descer do Largo do Rato até à Assembleia da República, onde irão continuar o protesto.
Os ativistas acusaram também o novo chefe de Estado de não ter respondido a uma carta assinada por milhares de estudantes a exigir o fim do uso de combustíveis fósseis até ao final da década.
"Se o novo Presidente se preocupa com os jovens então tem de nos ouvir e colocar o fim dos combustíveis fósseis até 2030 como uma prioridade", defendeu José Borges.
Convocado pela Greve Climática Estudantil e pelo Climáximo, o dia de protestos começou com a concentração no Largo do Rato, seguindo-se uma descida até à Assembleia da República, onde esperam ser ouvidos por quem está dentro do parlamento nas cerimónias oficiais de tomada de posse.
Além dos protestos nas ruas de Lisboa, também marcaram uma greve às aulas para esta segunda-feira mas, segundo a ativista Matilde Ventura, ainda não ser possível fazer um balanço do impacto da greve.
A manifestação "A nossa vida não está à venda" está a ser acompanhada por observadores da Amnistia Internacional (AI).
À Lusa, uma das voluntárias explicou que a presença da AI se insere no projeto "Proteger a Liberdade", que começou em 2024 e pretende garantir o direito à manifestação e direito de reunião, que estão a ser cada vez mais restringidos em todo o mundo".
Ao final da tarde, pelas 18h30, está prevista uma nova concentração em frente ao Palácio de Belém, que será seguida de uma assembleia popular às 19h30.
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