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Juízes pedem reparação urgente de tribunais da Comarca de Coimbra

Associação exigiu uma intervenção célere para não colocar em risco magistrados, oficiais de justiça, advogados e utentes.

25 de fevereiro de 2026 às 12:37

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) alertou esta quarta-feira para a necessidade urgente de obras de reparação em tribunais da Comarca de Coimbra, na sequência dos danos causados pelas tempestades que atingiram Portugal.

Em ofício dirigido à ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, a associação exigiu uma intervenção célere, para "não colocar em risco" magistrados, oficiais de justiça, advogados e demais utentes, bem como a integridade do património judiciário.

No Palácio de Justiça de Arganil, as infiltrações agravaram-se devido a problemas na cobertura, referiu a ASJP, acrescentando outros exemplos.

Segundo a associação sindical, no Palácio de Justiça de Condeixa a Nova, as infiltrações atingiram secretarias judiciais, gabinetes de magistrados, salas de testemunhas e outras áreas funcionais.

Também no Palácio de Justiça de Oliveira do Hospital, as infiltrações afetaram zonas de circulação junto a gabinetes e elevador e no Juízo de Competência Genérica de Penacova, o edifício do arquivo apresenta "agravamento de infiltrações".

No Tribunal de Execução de Penas de Coimbra e no Juízo de Proximidade de Mira, verificam-se infiltrações sempre que chove, enquanto no Palácio de Justiça de Montemor-o-Velho foi detetada uma nova infiltração.

Na exposição dirigida à ministra, os juízes deram também conta de infiltrações no telhado do Palácio de Justiça da Lousã e de problemas idênticos no Palácio de Justiça de Soure, devido a telhas partidas.

"Foram ainda reportadas falhas de energia elétrica e de rede informática em vários edifícios, designadamente em Montemor-o-Velho, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela e no Palácio de Justiça de Coimbra, circunstâncias que condicionaram o funcionamento regular dos serviços", de acordo com o texto esta quarta-feira divulgado, assinado pelo presidente da ASJP, Nuno Matos.

Para o dirigente, estas situações exigem vistorias técnicas urgentes e a definição de um plano de intervenção que assegure "soluções estruturais adequadas".

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