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Lei para reduzir sal devia abranger mais alimentos

O presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Manuel Carrageta (FPC) defendeu esta quinta-feira que o alargamento da legislação para a redução do sal a mais alimentos como produtos de charcutaria e bacalhau, para uma melhor saúde cardiovascular dos portugueses. <br/>

11 de agosto de 2011 às 17:53

Manuel Carrageta disse à Lusa que “a legislação devia abranger, essencialmente, tudo o que é produtos de charcutaria, extremamente ricos em sal, que além de aumentar o risco de hipertensão e de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), também é uma das causas de cancro do estômago e também agrava as doenças respiratórias, como a asma”.

O cardiologista, falava a propósito da entrada em vigor há um ano do decreto-lei que define 1,4 gramas, como o valor máximo para 100 gramas de pão, afirmou que “ uma refeição muito rica em sal numa pessoa que seja predisposta pode desencadear uma crise de asma”, mencionando o bacalhau como outro problema da alimentação.

O especialista acha que estas medidas de saúde terão de ser “graduais”, defendendo que “o problema do sal é das nossas papilas gustativas. Se nós reduzirmos 20% de sal nos alimentos, não nos apercebemos porque em dois ou três meses habituamo-nos a esse nível de sal.”

Para o presidente da FPC estas “são medidas muito importantes e que não custam dinheiro, mas com fortes impactos nos custos do Serviço Nacional de Saúde."

As doenças cardiovasculares, atingem meio milhão de portugueses e são a primeira causa de morte, doença, incapacidade e custos de saúde em Portugal.

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