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Lisboa requalifica seis esquadras da PSP com investimento estatal de 3 milhões de euros

Em causa estão as esquadras da PSP nas freguesias de Campo de Ourique, Belém, Campolide, Carnide, Benfica e Parque das Nações, que foram identificadas como prioritárias para reabilitação.

07 de abril de 2026 às 18:00

A Câmara de Lisboa e o Governo assinaram esta terça-feira contratos de cooperação para requalificação de seis esquadras da PSP, a executar pela autarquia até final do ano, num investimento que ronda três milhões de euros, a reembolsar pelo Estado.

"Para ter mais polícia é preciso ter condições e essas condições vêm desta capacidade (...) de renovar estas esquadras que estão em muito má condição", afirmou aos jornalistas o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, após a cerimónia de assinatura dos contratos com o Ministério da Administração Interna, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em causa estão as esquadras da PSP nas freguesias de Campo de Ourique, Belém, Campolide, Carnide (Bairro Padre Cruz), Benfica (Bairro da Boavista) e Parque das Nações, que foram identificadas como prioritárias para reabilitação.

"Este modelo [de cooperação com câmaras municipais], como as autarquias têm esta capacidade que a administração central muitas vezes não tem, permite-nos realizar inúmeras obras que, de outra maneira, não seriam feitas", afirmou o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.

O governante explicou que, estando as autarquias "habituadas a lidar com obras", a ideia é que assumam a execução da empreitada de requalificação das esquadras e depois o Estado reembolsará o valor investido que, no caso de Lisboa, rondará os três milhões de euros.

Segundo o presidente da CML, as obras deverão arrancar "nas próximas semanas", para que estejam concluídas até ao final do ano, conforme expectativa do Governo.

O autarca e o secretário de Estado realçaram a questão da segurança também como um ativo económico para a cidade e para o país, daí a necessidade de aumentar a presença de polícia na rua, defendendo que a melhoria das condições das esquadras é um fator de atratividade de mais efetivos para as forças de segurança.

Salientando que "Lisboa é uma cidade segura", Carlos Moedas apontou que o Relatório Anual de Segurança Interna regista um aumento geral dos crimes de mais de 6% no município.

"É verdade que certos crimes graves diminuíram, mas continuamos a ter focos que para mim são focos de grande preocupação. Nós vemos um aumento nas violações de mais de 27%, isto cria uma insegurança enorme para as mulheres, para as jovens mulheres na nossa cidade, e, portanto, isso não pode ser. Vemos também um aumento dos homicídios em quase 38%", referiu o autarca.

O secretário de Estado da Administração Interna adiantou que, em todo o país, serão mais de 40 as esquadras que vão ser intervencionadas no âmbito deste modelo de cooperação com as câmaras municipais.

"São infraestruturas policiais que vão ser renovadas, que vão ser melhoradas, garantindo aos nossos polícias ou aos nossos militares da Guarda melhores condições de trabalho, por um lado, e, por outro lado, garantindo aos cidadãos duas coisas fundamentais: mais segurança em geral e melhor atendimento às vítimas de crimes", afirmou o governante aos jornalistas.

A cerimónia de assinatura dos contratos contou também com a presença do diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, e do comandante da Polícia Municipal de Lisboa, José Carvalho Figueira.

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