page view

“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”, garante ministro da Educação

Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.

09 de abril de 2026 às 01:30

O ministro da Educação, Ciência e Inovação admitiu que os novos professores que se formam anualmente não chegam para compensar os 4 mil que se aposentam e garantiu que muitos docentes do Norte não querem vir para o Sul. “No Norte, há mais de 10 mil professores profissionalizados que não estão a dar aulas, só que não estão disponíveis para vir para Lisboa”, afirmou Fernando Alexandre, citado pela CNN Portugal, destacando medidas tomadas pelo Governo de apoio à deslocação e para formar mais docentes nas instituições de Lisboa e Algarve, onde há maior carência: “Já sabemos que se os formarmos no Norte eles vão resistir a ir para o Sul”.

O ministro diz que é preciso corrigir a “grande desigualdade entre regiões no acesso a uma educação de qualidade”, destacando os melhores resultados dos alunos no Norte e Centro e a “diferença muito grande” para a Península de Setúbal, Algarve e Grande Lisboa. “Enquanto não corrigirmos as grandes desigualdades, estamos longe de alcançar aquela que é a missão da escola pública”, disse Fernando Alexandre, na 2.ª edição do Oeiras Education Forum.

Também nas infraestruturas escolares há desigualdade. “Cerca de metade do problema está em Lisboa e Vale do Tejo. Dos mil milhões de euros do Banco Europeu de Investimento, que vão ser investidos em Educação, 450 milhões de euros vão ser investidos em Lisboa e Vale do Tejo, precisamente porque é a região com escolas com piores condições em termos de infraestruturas”, disse o ministro. No total, segundo o governante, serão intervencionadas 387 escolas até ao final da década, num investimento total de 1 550 milhões de euros”.

O ministro defendeu que é fundamental a universalização do pré-escolar em todas as idades e em todas as regiões do país, uma vez que todos os estudos indicam que os resultados no 1.º ciclo melhoram. Segundo Fernando Alexandre, a taxa de cobertura nos cinco anos de idade é de praticamente 100%, nos quatro anos de 96% e nos três anos de 83/84%. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8