page view

Manifestantes no Porto decidem voltar a acampar na Praça D.João I

Porta-voz do movimento assinalou que vão manter o protesto até as suas reivindicações serem ouvidas.

17 de outubro de 2026 às 21:43

O movimento pela habitação que, desde o passado sábado tem ocupado a Praça D. João I, no Porto, decidiu este sábado voltar a montar tendas e a acampar no local.

"Ficamos aqui ou não?", perguntou, durante a Assembleia Popular da Habitação, uma das manifestantes ao microfone no centro da praça onde se concentram centenas de pessoas que, em uníssono e em alta voz, gritaram "sim".

"Vamos ficar hoje, amanhã e até quando for preciso, não vamos a lado nenhum, não nos vergarão", garantiram.

Já em declarações aos jornalistas, a porta-voz do movimento pela habitação, Cristiana Leal, explicou que, além de voltarem a acampar na praça, ficou ainda decidido que vão pedir à Câmara do Porto para continuar o protesto para além de terça-feira.

"A vontade popular decidiu que vamos ficar, que vamos ficar com tendas e que vamos ficar para além de dia 20, foi esta gente que aqui está que decidiu o que é que íamos fazer e é isso que vamos fazer", disse.

Cristiana Leal salientou que não é com violência que vão desmobilizar os manifestantes, depois de na madrugada de quinta-feira ter havido uma intervenção policial que causou 39 feridos, dois deles graves, além de um polícia também ferido.

Os manifestantes deixaram, desde esse dia, de acampar na Praça D. João I, concentrando-se apenas lá em protesto.

A porta-voz do movimento assinalou que vão manter o protesto até as suas reivindicações serem ouvidas, nomeadamente até haver habitação para todos e a preços dignos e justos.

Além da permanência na praça, Cristiana Leal contou que está a ser estudada a possibilidade de organizar uma greve geral ibérica, no dia 11 de novembro, que "pare a Península Ibérica por completo".

Durante a Assembleia Popular da Habitação foram vários aqueles que, usando da palavra, disseram que "resistirão até terem o que precisam", que é uma habitação.

"Ainda não conseguimos nada do que estamos a pedir", gritaram para, de seguida, pedir a demissão do presidente da autarquia, o social-democrata Pedro Duarte.

Entre os cartazes exibidos entre os manifestantes são ainda muitas as referências críticas às palavras do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que pediu esta semana aos movimentos associativos e partidos políticos que não sejam egoístas na sua ação.

"Rendas de milhão e o povo sem tostão", "Quem não sabe governar sempre tentará calar" ou "Estes políticos não nos representam" eram algumas das mensagens exibidas em cartazes de cartão e empunhados pelos manifestantes.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a sua rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8