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Correio da Manhã

Sociedade
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Mesquita Machado julgado por abuso de poder

Expropriação de três edifícios lesava munícipio em 2,3 milhões.
Liliana Rodrigues 30 de Outubro de 2017 às 08:41
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado
Mesquita Machado, antigo presidente da Câmara de Braga, começa hoje a ser julgado no tribunal da cidade, no âmbito do caso das ‘Convertidas’. É acusado de participação económica em negócio e abuso de poder.

No banco dos réus sentam-se ainda reputados socialistas: os deputados da Assembleia da República Hugo Pires e Palmira Maciel, além de Vítor Sousa - antigo número dois de Mesquita Machado e que vai ainda ser julgado por corrupção no caso ‘TUB’ -, Ilda Carneiro e Ana Paula Pereira, todos vereadores que aprovaram a polémica venda dos três edifícios das Convertidas em reunião de câmara, num negócio que lesaria o município em 2,3 milhões de euros e serviria para ajudar a filha de Mesquita Machado e o genro a saldarem uma dívida ao banco.

"O arguido agiu de forma livre, deliberada e consciente com o propósito de obter uma vantagem económica para a sua filha e genro, ciente de que estava a lesar os interesses" do município, lê-se na acusação.

Os restantes vereadores "admitiram como possível que a sua decisão estivesse a beneficiar o genro e a filha do presidente", sublinha o Ministério Público.

Ex-autarca deve falar hoje ao juiz em tribunal
Mesquita Machado prestou declarações na fase de inquérito deste processo para negar os crimes. Hoje, deve prestar declarações no julgamento, fazendo com que os restantes arguidos também falem ao coletivo de juízes.

PORMENORES 
Testemunhas
Entre as 22 testemunhas arroladas para o julgamento encontram-se a filha e o genro de Mesquita Machado, que iriam beneficiar do negócio.

PJ de Braga investigou
O complexo e minucioso processo do caso das ‘Convertidas’ foi investigado pela Polícia Judiciária de Braga, que realizou centenas de diligências e perícias financeiras.
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