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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ministra da Saúde diz que novas abordagens sobre hepatite aguda só depois de conhecer causa da doença

Marta Temido informa que já foram identificados 200 casos em todo o mundo, mas nenhum em Portugal.

02 de maio de 2022 às 13:40

A ministra da Saúde, Marta Temido, reiterou esta segunda-feira, no Porto, que não está identificado, em Portugal, nenhum caso de hepatite aguda e que para avançar com novas abordagens é necessário conhecer a causa da doença.

"A causa da doença não foi ainda identificada e isso será essencial para que se possa perceber mais. A Organização Mundial de Saúde, e Portugal através da Direção-Geral da Saúde e desse grupo de trabalho que foi constituído com a Sociedade Portuguesa de Pediatria e outras sociedades médicas, está a acompanhar a evolução da situação", disse Marta Temido.

No Porto, à margem de uma visita à unidade de cuidados intensivos do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), Marta Temido confirmou que em Portugal não foi identificado nenhum caso de hepatite aguda e reiterou a necessidade de saber mais sobre esta doença.

"Será essencial conhecer a etiologia da doença para ter outro tipo de abordagem", resumiu.

A governante falava aos jornalistas no hospital onde na semana passada esteve internada uma criança com suspeitas de hepatite aguda.

O menino de 21 meses teve alta na sexta-feira e aguardou em casa o resultado de exames que excluíram a hipótese de hepatite aguda e revelaram a existência de três vírus, entre os quais o Influenza A.

Na sexta-feira, num esclarecimento enviado à agência Lusa, fonte do CHUSJ disse que qualquer um dos vírus detetado "pode ter sido a causa da patologia hepática aguda que foi diagnosticada".

Na semana passada, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, salientou que o Governo "olha com preocupação" para os cerca de 200 casos de hepatite aguda em crianças que têm surgido a nível mundial.

"São cerca de 200 casos a nível mundial, com 20 casos de transplante hepático. De facto, aquilo que devemos fazer neste momento é ter os colegas de medicina geral e familiar e pediatras em grande alerta, para poderem monitorizar, e as pessoas estarem sensibilizadas para alguns sintomas nestas crianças", referiu o governante.

Na quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que criou uma 'task force' de "acompanhamento e atualização" do surto mundial de hepatite aguda em crianças

Esta 'task force' terá como missão "o acompanhamento e atualização da situação internacional, a avaliação de risco a nível nacional e a elaboração de orientações técnicas para a deteção precoce de eventuais casos que venham a ser identificados no país", referiu a DGS em comunicado.

No contexto do surto internacional de "hepatite de etiologia desconhecida", a DGS constituiu uma 'task force' em articulação com o Programa Nacional para as Hepatites Virais e com a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Como medidas contra este surto, a DGS recomenda a higienização das mãos e a etiqueta respiratória.

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