Pedro Adão e Silva manifestou "profundo pesar" pela morte da poeta.
O ministro da Cultura manifestou este sábado "profundo pesar" pela morte da poeta Ana Luísa Amaral, descrevendo-a como "uma das vozes mais lúcidas e inteligentes da nossa literatura" e alguém que "servirá de inspiração e exemplo".
Numa nota de pesar enviada à agência Lusa, Pedro Adão e Silva reagiu à morte da escritora, investigadora e docente universitária Ana Luísa Amaral, recentemente galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, que morreu na sexta-feira, aos 66 anos.
"O ministro da Cultura manifesta profundo pesar pela morte de Ana Luísa Amaral, autora de uma obra de grande valor literário, mas, também, de grande significado social e político, que celebrou, deu espaço e destaque ao património cultural construído no feminino", lê-se na nota.
Pedro Adão e Silva recorda, ainda, Ana Luísa Amaral como "uma das vozes mais lúcidas e inteligentes da nossa literatura".
"Alguém com um percurso que, com a poesia no centro, servirá sempre de inspiração e exemplo", conclui.
A Universidade do Porto avançou hoje que Ana Luísa Amaral "faleceu durante a noite de ontem [sexta-feira], dia 05 de agosto, vítima de doença prolongada".
Nascida em Lisboa, em abril de 1956, a escritora e professora universitária Ana Luísa Amaral, tradutora de romancistas e poetas, vivia em Leça da Palmeira desde os 9 anos e recebeu múltiplas distinções ao longo da carreira, estando, entre as mais recentes, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, o galardão espanhol Leteo, da Direção de Ação e Promoção Cultural de Leão, e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional de Espanha e a Universidade de Salamanca, que reconhece o contributo significativo de uma obra poética para o património cultural deste universo.
Ana Luísa Amaral, "uma das mais relevantes poetisas da atualidade", aborda, na sua obra, traduzida para diversas línguas, "a memória e vindicação do feminismo português", destacou o júri do prémio Vergílio Ferreira 2021, presidido pelo espanhol Antonio Sáez Delgado, que considerou a escritora "uma das mais importantes vozes das letras portuguesas das últimas três décadas".
Há dois anos, a associação das Livrarias de Madrid deu o prémio de Livro do Ano, na área de Poesia, à edição espanhola de "What's in a name", da escritora portuguesa.
Doutorada em Literatura Norte-Americana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi professora, Ana Luísa Amaral soma dezenas de títulos de poesia publicados, desde "Minha Senhora de Quê" (1990), além de já ter escrito teatro, ficção e vários livros para a infância.
Este ano, a sua obra poética foi reunida em "O Olhar Diagonal das Coisas", incluindo os mais recentes "Sopros".
A obra de Ana Luísa Amaral encontra-se traduzida e publicada em várias línguas e países, tendo obtido numerosas distinções, como o Prémio Literário Correntes d'Escritas, o Premio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores.
A sua obra é editada em Portugal pela Assírio & Alvim.
O corpo de Ana Luísa Amaral estará em câmara ardente a partir das 17h00 deste sábado, na Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira.
O funeral realiza-se no domingo, às 11h15, no Tanatório de Matosinhos.
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