Há "muitas pessoas a trabalhar para garantir o rigor da avaliação", garante Fernando Alexandre.
O ministro da Educação anunciou esta segunda-feira que 92% dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidos e que os alunos terão acesso às suas notas na próxima sexta-feira.
"Neste momento, 92% dos exames estão corrigidos e a cadência está a ser muito elevada", afirmou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, à entrada para uma reunião com o Conselho das Escolas, que está a decorrer em Lisboa.
Fernando Alexandre reconheceu que "ontem [domingo] e no sábado os professores trabalharam de forma muito intensa", sublinhando que há "muitas pessoas a trabalhar para garantir o rigor da avaliação".
O novo calendário dos exames nacionais do ensino secundário, que foi alterado devido aos problemas detetados no processo de digitalização, prevê que na terça-feira as cerca de 300 mil provas dos 11.º e 12.º anos estejam todas avaliadas.
O ministro reafirmou hoje que esse prazo será cumprido e com "rigor".
Durante o fim de semana houve relatos de docentes subitamente convocados para o processo de avaliação, outros que receberam centenas de novos itens para avaliar e outros ainda que se queixaram de estar a receber novamente respostas que já tinham sido corrigidas.
Fernando Alexandre reconheceu que alguns docentes "tiveram de corrigir duas e três vezes a mesma prova", explicando que tal aconteceu porque "foi identificado um erro".
"É lamentável, mas é a confirmação de que temos mecanismos de controlo de qualidade e de rigor e é isso que estamos a fazer e vamos fazer tudo até ao fim", disse.
Na noite de domingo, o ministro esteve nas instalações da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) onde foram digitalizadas as provas e hoje explicou aos jornalistas que está em curso um processo de verificação das provas e dos exames guardados na INCM.
"Temos de garantir que a avaliação corresponde ao que está no papel", acrescentou Fernando Alexandre, sublinhando que "os professores não podem corrigir provas com erros".
Em resposta à Lusa, o gabinete do ministro acrescentou que "hoje, começou, simultaneamente, um processo de controlo de qualidade para consolidação do processo e validação de que cada exame realizado em papel tem correspondência exata ao seu ficheiro digitalizado, cujo PDF será disponibilizado aos alunos".
Sobre a convocação de novos professores para corrigir as provas durante o fim de semana, Fernando Alexandre esclareceu que se trata de um processo dinâmico, que pode acontecer "a qualquer momento", até porque os docentes podem adoecer e precisar de ser substituídos.
"Tivemos um estrangulamento na correção porque conseguimos identificar classificador a classificador, prova a prova, escola a escola. E quando vemos que um classificador está parado é contactado, sai da bolsa e tem de ser substituído", explicou.
Este é o primeiro ano em que a correção dos exames nacionais do ensino secundário é feita de forma digital permitindo saber em tempo real o que está a acontecer. No entanto, quando questionado hoje pelos jornalistas sobre o número de reportes de problemas feitos pelos professores durante o fim de semana, o ministro não respondeu.
À Lusa, por escrito, o gabinete do ministro acrescentou que o processo de verificação de qualidade e validação do sistema de classificação eletrónica está a ser feito com os exames nacionais do secundário e as provas finais de matemática do 9.º ano.
O ministério sublinha que este é um "processo normal e necessário", tendo em conta que houve "folhas de resposta mal digitalizadas, (...) folhas de enunciado ou de continuação de item que não foram digitalizadas ou até de provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidas posteriormente".
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