Antigo professor tinha 88 anos.
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O ex-reitor da Universidade de Coimbra Rui Alarcão morreu este domingo, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde se encontrava internado, revelou à Lusa fonte da Universidade de Coimbra.
Nascido em 1930, o professor universitário de Direito, 88 anos, foi reitor da Universidade de Coimbra entre os anos de 1982 e 1998, além de membro da Comissão Constitucional e Membro do Conselho de Estado.
"Deixou a sua marca de Professor Catedrático da Faculdade de Direito UC na Lei da Autonomia Universitária que muito ajudou a consolidar nos seus mandatos. E deixou a sua marca em todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer e de com ele privar: estudantes, professores, funcionários", escreveu no Facebook a deputada Margarida Mano, a primeira a avançar com a notícia da morte do ex-reitor.
Marcelo destaca "jurista brilhante" e "defensor da autonomia universitária"
"Um dos juristas mais brilhantes da sua geração, civilista que contribuiu decisivamente para o nosso atual Código Civil e para o prestígio da Universidade de Coimbra, seja como professor, seja como seu Reitor, Rui Alarcão foi um homem de princípios e de valores, que ao longo de toda a vida se bateu por um Portugal mais livre, mais democrático e mais justo", lê-se em nota publicada no sítio da Internet da Presidência da República.
Marcelo Rebelo de Sousa caracteriza Alarcão como "defensor acérrimo da autonomia universitária", que "pugnou pela excelência do ensino superior e pela sua independência face aos poderes instituídos, na convicção firme e inabalável de que o diagnóstico e a solução dos problemas nacionais se devem fazer através do estudo e do rigor, da ponderação cuidada e da reflexão informada".
"Foi um espírito livre e um homem de liberdade, que exerceu funções públicas de grande relevo, seja como vogal da Comissão Constitucional, seja como membro do Conselho de Estado, aí deixando a marca da sua luminosa inteligência e da sua afabilidade de trato", acrescentou o chefe de Estado.
Ferro Rodrigues lembra académico ilustre
"Foi um dos mais ilustres académicos portugueses, tendo sido, durante dezasseis anos, reitor da Universidade de Coimbra, de cuja Faculdade de Direito era professor catedrático", lê-se na mensagem de condolências do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.
O presidente do parlamento destacou "a passagem pela Comissão Constitucional" por parte de Alarcão e o seu contributo discreto "para a consolidação da democracia no pós-25 de abril", sublinhando que se lhe "deve ainda a génese do Código Civil, de cuja Comissão Redatora fez parte".
Guterres sublinha "profundo empenhamento cívico"
"Portugal tem uma grande dívida de gratidão não só pelo seu distintíssimo trabalho como professor e reitor, mas também pelo seu profundo empenhamento cívico sempre generoso e desinteressado", lê-se em nota pessoal enviada à Lusa por parte do antigo primeiro-ministro e ex-líder do PS.
António Guterres declarou ainda o seu "maior orgulho" por ter estado ao lado de Alarcão "em diversos projetos, sempre com o mesmo objetivo de servir o país", manifestando à família do catedrático de Direito e à Universidade de Coimbra "sinceras condolências".
António Costa lamenta morte de eminente jurista e servidor público
"Lamento a morte de Rui Alarcão. Homenageio o eminente jurista, o reitor da Universidade de Coimbra, o cidadão sempre empenhado na causa pública e sempre disponível para servir Portugal", foi a mensagem publicada na conta de Twitter de António Costa.
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