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Mulheres estrangeiras fazem quase 40% dos abortos

Percentagem duplicou em 10 anos, devido ao aumento de mulheres imigrantes em idade fértil e maiores dificuldades desta população no acesso a cuidados de saúde, segundo a Direção-Geral da Saúde.

26 de abril de 2026 às 01:30

O número de abortos em Portugal realizados em 2024 em estabelecimentos de saúde públicos e privados foi de 18 601. É um aumento de 5% face ao ano anterior, confirmando uma tendência de crescimento iniciada em 2022, revelou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Ainda assim, o total de interrupções da gravidez (IG) está longe do máximo de 20 505 registado em 2011, quatro anos após a legalização. Desde então houve uma descida progressiva - que contrariou os receios dos contestatários da legalização -, e que só recentemente foi interrompida.

Esta subida recente, após a pandemia de covid-19, está em parte assente na população imigrante, com 7163 das IG por opção da mulher em 2024 a serem feitas por estrangeiras, representando 39,6% do total. É um aumento de 6,6 pontos percentuais face a 2023, tendo o valor duplicado em cerca de 10 anos.

A DGS nota que estes dados devem ser relacionados com “o aumento do número de nados-vivos das mulheres de nacionalidade não portuguesa”. Em 2025, dos 89 162 nascimentos, 25 083 (28%) foram de mães estrangeiras. Mas também sublinha que “fatores como o nível de instrução, os aspetos culturais, as barreiras de comunicação e de acesso ao SNS podem limitar o acesso" destas mulheres "ao planeamento familiar". Brasileiras, angolanas e cabo-verdianas são as estrangeiras que mais abortos realizam.

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