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“Não sou uma tarada sexual”

A professora Ana Margarida, acusada da prática de três crimes de abuso sexual de menores, decidiu finalmente depor em tribunal, após três faltas justificadas com atestado médico. Com o julgamento a decorrer à porta fechada, a arguida conseguiu autorização do Tribunal de Braga para ontem entrar e sair por uma porta traseira com acesso directo à sala de audiências.

27 de junho de 2009 às 00:30

Durante cerca de três horas de depoimento, negou a prática dos crimes. "Não sou uma tarada sexual como querem provar", ouviu--se Ana Margarida dizer. A professora da Escola EB 2,3 André Soares assumiu apenas ter tido conversas de carácter sexual com os alunos adolescentes, a pedido dos mesmos. Defendeu que eram conversas "pedagógicas e perfeitamente normais".

Levantada a dúvida sobre se alunos de 12 e 13 anos falam de sexo, respondeu, taxativamente. "Acha que não? Claro que falam."

A docente foi confrontada com o facto de ter convidado uma aluna para passar férias, altura em que, alegadamente, terão ocorrido os abusos sexuais. Negou a acusação e desmentiu também ter praticado outros actos de carácter semelhantes para incentivar um rapaz e uma rapariga, ambos de 12 anos, a terem relações sexuais.

Negou ainda adoptar o estatuto de madrinha e tratar os alunos por afilhados, expressões que três dos jovens afirmam ter ser usadas pela professora Ana Margarida durante as aulas.

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