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Navegação noturna e a cinco quilómetros das barragens interdita no Douro

Foi ativado o alerta amarelo de cheias na Via Navegável do Douro.

26 de janeiro de 2026 às 19:08

A interdição de toda a navegação noturna e da navegação a cinco quilómetros das barragens são medidas implementadas esta segunda-feira na sequência da ativação do alerta amarelo de cheias na Via Navegável do Douro (VND).

A informação foi avançada pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), que explicou que os condicionamentos são aplicáveis a toda a VND e que as exceções decorrentes de uma manifesta necessidade no âmbito de segurança/emergência terão de ter a prévia autorização do Centro de Controlo da Navegação da VND (Centro RIS Douro).

A APDL disse que o alerta amarelo de cheias foi ativado, pelo que, no âmbito do Plano de Segurança da VND foram implementadas as medidas de interdição de navegação a cinco quilómetros das barragens/eclusas e de toda a navegação noturna.

A decisão resulta, segundo a gestora da via navegável do Douro, do comunicado hidrológico o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro, divulgado esta segunda-feira, em virtude das elevadas condições hidrológicas e meteorológicas anunciadas pelos diversos agentes de proteção civil.

A APDL advertiu ainda para "a extrema necessidade e cuidado na navegação, tendo em conta a existência de alguns objetos flutuantes em suspensão e à menor visibilidade dos mesmos, assim como dos caudais elevados que se continuam a verificar nas barragens do Douro, afluentes do Douro e ribeiros".

Alertou ainda para a "necessidade de uma vigilância ativa no que concerne às embarcações acostadas, o respetivo reforço nas amarrações e qualquer eventual retirada/limpeza das áreas, deverá ser precedida com os devidos cuidados inerentes".

Segundo acrescentou, o assinalamento fluvial da VND poderá apresentar algumas falhas, com a eventual deslocação de boias da sua posição, pelo que oportunamente será comunicado às alterações que se vierem a constatar, pedindo a que seja reportada qualquer anomalia verificada no canal de navegação.

"A navegação fica condicionada à manutenção das condições e previsões meteorológicas, hidrológicas e de caudais, podendo ser implementadas novas medidas, caso a situação se agravar consideravelmente", referiu a APDL, que adiantou que será realizada nova avaliação da situação, em função dos comunicados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Capitania do Porto do Douro.

Já esta segunda-feira o comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, disse à Lusa que as devido às "previsões meteorológicas relativamente à precipitação e ao aumento da temperatura, que vai implicar o degelo da neve que caiu nos últimos dias, os cursos de água vão ficar com muito mais água, até porque os solos encontram-se bastante saturados".

"Foi por esse motivo que emitimos o aviso amarelo de possibilidade de cheias, de modo a que os serviços municipais de proteção civil, nas zonas ribeirinhas do rio Douro, possam ativar as medidas de prevenção e também, naturalmente, alertar as pessoas que vivem nestes sítios ou que têm negócios nestes sítios, para que possam adotar medidas de prevenção", lembrou o responsável.

Também estar tarde, o serviço municipal de Proteção Civil da Câmara de Mondim de Basto alertou a população para o "risco do aumento repentino do caudal do rio Tâmega (afluente do rio Douro), motivado pelas descargas da barragem de Daivões", localizada no concelho de Ribeira de Pena.

"Apela-se à população o cumprimento das orientações e solicita-se que evitem a aproximação das margens do rio", acrescentou ainda no comunicado.

Depois da depressão Ingrid, nos últimos dias, Portugal continental começou esta segunda-feira a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os efeitos da depressão Joseph irão estender-se, de forma gradual, às restantes regiões de Portugal continental na noite de segunda para terça-feira, "e com a passagem de sucessivas ondulações frontais pelo menos até ao fim de semana", segundo o IPMA.

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