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Novos centros de saúde com gestão privada devem abranger mais de 250 mil utentes

Centros de saúde com gestão privada vão abrir nas regiões com menor cobertura de médicos de família.

16 de janeiro de 2026 às 17:19

Mais de 250 mil utentes deverão ser abrangidos pelos novos centros de saúde com gestão privada que vão abrir nas regiões com menor cobertura de médicos de família, estimou esta sexta-feira a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A mesma fonte adiantou à agência Lusa que já foram abertos concursos pelas Unidades Locais de Saúde (ULS) de Leiria, do Algarve e do Oeste para a criação de cinco Unidades de Saúde Familiar modelo C (USF-C), estando a decorrer o prazo para a apresentação de propostas.

Além das duas USF-C previstas para Silves e Lagos, a ULS do Algarve conta abrir um outro concurso para a criação de uma unidade de saúde familiar privada para os concelhos de Albufeira, Loulé e Portimão.

A ACSS estima que a abertura dos restantes concursos decorra até ao final de fevereiro, abrangendo as ULS Amadora/Sintra, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Santa Maria, São José e do Estuário do Tejo.

Na prática, está previsto que as novas USF-C assegurem cuidados de saúde primários a cerca de 252 mil utentes, "contribuindo para o reforço da cobertura em territórios com maior número de cidadãos sem médico de família", adiantou.

Com o objetivo de reduzir o número de pessoas sem médico de família, o Governo aprovou em setembro de 2024 o decreto-lei que permite a criação dos centros de saúde geridos pelos setores privado e social e pelas autarquias.

O plano de emergência e transformação da saúde previa que em julho de 2024 seriam colocadas a concurso as primeiras 20 USF-C, das quais 10 em Lisboa e Vale do Tejo, a região do país mais carenciada de médicos de família, cinco em Leiria e outras cinco no Algarve.

Em dezembro, os ministérios das Finanças e da Saúde autorizaram as ULS do Algarve, Amadora-Sintra, Estuário do Tejo, Lisboa Ocidental, Oeste, Leiria, São José e Santa Maria a suportarem os encargos com a criação destes novos centros de saúde, num montante global de cerca de 70 milhões de euros até 2030.

Segundo o portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde, em novembro de 2025 havia 1.557.148 pessoas que não tinham médico de família atribuído em Portugal continental.

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