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Correio da Manhã

Sociedade

O pânico que se manifesta no corpo

Dores de barriga, no peito, vómitos e falta de ar são sintomas.
Joana Nogueira 31 de Maio de 2015 às 15:34
Os mais novos também podem sofrer de crises de ansiedade não controladas
Os mais novos também podem sofrer de crises de ansiedade não controladas FOTO: Getty Images

Dores de barriga, vómitos, dificuldade respiratória, falta de ar, aumento do ritmo cardíaco e dores no peito são alguns dos sintomas de um ataque de pânico, que os especialistas definem como "uma crise de ansiedade não controlada".

"Nunca ninguém associa os sintomas que estão a ter a um ataque de pânico. Até chegar a uma consulta de psicologia ou de psiquiatria, o doente vai a imensas urgências médicas, no hospital fazem-lhe exames dos pés à cabeça e não lhe encontram nada", alerta Margarida Alegria, psicóloga clínica. Por isso, é necessário estar atento a todos os sinais e não minimizar um problema de saúde que tem tratamento.

"A ansiedade faz parte da nossa sobrevivência e todos nós temos os nossos picos de ansiedade. Se a conseguirmos controlar, ela diminui, se não, podemos ter um ataque de pânico. A ansiedade vem quando quer e vai embora quando lhe apetece, mas quem a chama somos nós. Se lhe dermos importância, ela cresce. Se a ignorarmos, ela desaparece", explica a especialista.

"A ansiedade não escolhe idades, estratos sociais ou raças", razão pela qual também pode afetar os mais novos, educados com base em regras impostas por pais ansiosos.

"Se a família tiver sintomas de ansiedade, isso vai agravar o estado da criança. É importante que a família tenha acompanhamento ao mesmo tempo que a criança. Tem de ser um trabalho de equipa, que também envolve os familiares mais próximos e a própria escola", garante Margarida Alegria.

Aprender a lidar com a ansiedade, ultrapassando o medo de viver, é o objetivo da terapia.
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