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Correio da Manhã

Sociedade
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Obrigada a trabalhar com o pé engessado

Patrícia trabalha com idosos.
Cristina Serra 23 de Agosto de 2015 às 10:01
Patrícia Esteves está com o pé engessado, mas médicos acham que pode trabalhar
Patrícia Esteves está com o pé engessado, mas médicos acham que pode trabalhar FOTO: Sérgio Lemos

Patrícia Esteves foi operada a um pé para enxerto de osso e colocação de parafusos no dia 7 de julho. Mas no dia 12 uma junta médica decidiu que a jovem está apta para o trabalho, apesar de ter o pé e a perna engessados. "Como é que as duas médicas que integravam a junta concluem que não há motivo para continuar de baixa quando nem sequer consigo colocar o pé no chão?", questiona ao CM Patrícia Esteves, de 29 anos, residente em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, e que é ajudante de geriatria.

Patrícia, que tem três filhos, de quatro, sete e oito anos, afirma que a conclusão da junta médica a impede de aceder ao subsídio de incapacidade temporária. "Não posso trabalhar nestas condições e não posso receber o subsídio de doença", afirma.

Ao CM, o Instituto da Segurança Social explica que a decisão levou à suspensão do subsídio de incapacidade temporária. "A beneficiária pode, no prazo de 10 dias a contar da decisão, requerer a fundamentação da decisão e a reavaliação, apresentando requerimento acompanhado de relatório médico atualizado". Se se concluir que a utente está incapaz para o trabalho, o pagamento do subsídio "é retomado à data da suspensão". Patrícia entregou na quinta-feira um recurso, acompanhado de relatório clínico.
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