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Correio da Manhã

Sociedade
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Ordem dos Advogados está há 4 anos para punir João Araújo

Em causa as declarações do advogado de José Sócrates à jornalista do CM/CMTV, Tânia Laranjo.
Bernardo Esteves 12 de Maio de 2019 às 01:30
João Araújo é o advogado do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, e foi alvo de queixa
José Sócrates, crime, lei e justiça, João Araújo, polícia, eleições, voto, escolta, dignidade
João Araújo
João Araújo
João Araújo tentava explicar a José Sócrates que o acórdão estava bem fundamentado. Ex-primeiro-ministro não gostava do que ouvia e criticava o advogado
João Araújo é o advogado do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, e foi alvo de queixa
José Sócrates, crime, lei e justiça, João Araújo, polícia, eleições, voto, escolta, dignidade
João Araújo
João Araújo
João Araújo tentava explicar a José Sócrates que o acórdão estava bem fundamentado. Ex-primeiro-ministro não gostava do que ouvia e criticava o advogado
João Araújo é o advogado do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, e foi alvo de queixa
José Sócrates, crime, lei e justiça, João Araújo, polícia, eleições, voto, escolta, dignidade
João Araújo
João Araújo
João Araújo tentava explicar a José Sócrates que o acórdão estava bem fundamentado. Ex-primeiro-ministro não gostava do que ouvia e criticava o advogado
A Ordem dos Advogados (OA) está há quatro anos para decidir se João Araújo, advogado de José Sócrates, será punido por ter mandado a jornalista do CM e da CMTV Tânia Laranjo "tomar banho", quando esta lhe dirigia perguntas à saída do Supremo Tribunal de Justiça, no dia 16 de março de 2015.

A jornalista fez queixa nos tribunais e na Ordem dos Advogados. A Justiça já tomou uma decisão mas a OA ainda nem sequer proferiu uma acusação deste caso.

O processo foi recentemente retirado das mãos do relator Vítor Almeida Serra.

O presidente do Conselho de Deontologia da OA, Paulo Graça, apresentou uma participação disciplinar contra Almeida Serra por ter estado seis meses sem produzir qualquer despacho no processo.

O caso vai ser agora entregue a outro vogal deste órgão.

O CM apurou que o caso começou por ser entregue a uma relatora que cessou funções em novembro de 2016, tendo então transitado para Vítor Almeida Serra. Este mexeu no processo apenas duas vezes, em janeiro de 2017 e outubro de 2018.

João Araújo poderá ser alvo de uma simples multa, mas também pode ser suspenso de funções.

Condenado por difamação e injúria
O Tribunal Judicial de Lisboa condenou João Araújo a 130 dias de multa pelo crime de difamação agravada e a 140 dias pelo ilícito de injúria agravada.

Em cúmulo jurídico foi condenado a uma pena de 230 dias de multa à taxa diária de 20 euros, num total de 4600 euros.

Foi também condenado a pagar à jornalista Tânia Laranjo uma indemnização cível de oito mil euros. As custas do processo também ficam a cargo de João Araújo.
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