Dono do animal também foi condenado a pagar 1500 euros.
O Tribunal de Idanha-a- -Nova condenou esta terça-feira a 240 dias de multa à taxa diária de oito euros (1920 euros) o homem que assassinou a tiro o cão ‘Simba’, em Monsanto, em março de 2015. Aos donos do animal, José França vai pagar 4000 euros de indemnização. Diogo Castiço, dono de ‘Simba’, também foi condenado: 280 dias de multa à taxa de 7,5 euros por dia (2100 euros), por um crime de ameaça agravada e cinco crimes de injúria.
O juiz considerou provado o crime de dano agravado por uso de arma de fogo e que José França agiu deliberadamente, apesar de o homem de 63 anos alegar que "não pretendia atingir o cão, mas apenas afastá-lo com o auxílio da espingarda".
"Quem vai buscar uma arma de fogo e a carrega, é porque tem intenção de a usar", disse o juiz, que condenou ainda o funcionário das finanças aposentado a um ano de inibição de uso e porte de arma.
Por outro lado, Diogo Castiço, dono de ‘Simba’, um cão de raça Leão da Rodésia, de 4 anos, cuja morte violenta originou uma onda de revolta, também foi condenado a pagar uma indemnização de 1500 euros ao atirador por, na sequência do incidente, tê-lo ameaçado apelidando-o de "assassino".
A defesa de Diogo Castiço vai recorrer da sentença, por achar que o tribunal não considerou o contexto em que as afirmações foram proferidas. O dono de ‘Simba’ assistiu com nervosismo à leitura da sentença e, no final, mostrou-se desiludido por "o tribunal considerar um cão como um objeto".
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