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Pais de alunos exigem obras e regresso a escola fechada desde novembro em Évora

Escola Básica do Chafariz d'el-Rei está fechada desde 14 de novembro de 2025, depois de ter caído o estuque do teto de uma das salas.

24 de junho de 2026 às 20:04

Pais de alunos de uma escola básica em Évora exigem a realização de obras que permitam a reabertura do estabelecimento, fechado desde novembro passado, enquanto a câmara diz estar a dar passos para avançar com a empreitada.

A presidente da Associação de Pais da Escola Básica do Chafariz d'el-Rei, Inês Frazão, indicou esta quarta-feira à agência Lusa que o estabelecimento escolar está fechado desde 14 de novembro de 2025, depois de ter caído o estuque do teto de uma das salas.

"Devido a essa situação, temeu-se pela segurança das crianças e o agrupamento ao qual a escola pertence decidiu provisoriamente colocar as quatro turmas na Escola André de Resende, que alberga alunos dos 2.º e 3.º ciclos", adiantou.

Inês Frazão realçou que os pais aceitaram então a mudança, mas agora queixam-se que a situação indicada na altura como provisória se tenha arrastado e que não existam perspetivas de regresso à escola de origem.

"Ou seja, não há uma data para o início da obra e mudança para a nossa escola", lamentou.

Contactado pela Lusa, o vice-presidente do município, Jerónimo José, revelou que a autarquia está a "proceder a alteração orçamental para, depois, levar a reunião de câmara o concurso público" relativo às obras na escola.

"O projeto foi feito internamente", salientou o autarca, esperando que a proposta de procedimento para a empreitada possa ser discutida e votada pelo executivo municipal "numa das próximas reuniões de câmara".

Assinalando que o estuque do teto caiu num dia de intempérie, Jerónimo José disse que uma empresa contratada pela câmara para avaliar o edifício confirmou que "havia uma deficiência estrutural que requer uma intervenção de consolidação".

"Uma obra de consolidação estrutural tem custos que inicialmente não tínhamos previsto e orçamentado e isso implicou as alterações orçamentais que estamos a fazer", frisou, prevendo que o custo das obras possa ascender a "mais de 200 mil euros".

O vice-presidente reconheceu que, mesmo atribuindo caráter de urgência ao processo, "não se consegue fazer o concurso e a obra em dois meses", a tempo do início do próximo ano letivo, pelo que estão a ser feitas intervenções na Escola André de Resende.

Já a presidente da associação de pais alegou que as crianças frequentam agora uma escola que não é adequada para as suas idades, sem campo de jogos e parque infantil e com salas de aulas dispersas pelos blocos deste estabelecimento de ensino.

"As crianças têm um bocado de espaço sem nada e as brincadeiras resumem-se a brincar com paus e pedras na zona dos canteiros que existem na zona que lhes foi atribuída de recreio", contou.

Esta responsável relatou que "os próprios professores dizem que as crianças andam emocionalmente mais instáveis e o rendimento escolar tem sofrido alterações", além de que os alunos "chegam muitas vezes atrasados" às aulas vindos do recreio.

"Pretendemos que sejam feitas as obras e que os alunos possam voltar para a escola", acrescentou.

Os alunos da Escola Básica do Chafariz d'el-Rei que agora frequentam as aulas na Escola André de Resende são cerca de 90, divididos por quatro turmas, uma de cada ano do 1º ciclo.

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