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Parlamento aprova reforço dos direitos dos jovens em cuidados paliativos

Texto da comissão parlamentar, na sequência de um projeto de lei apresentado pela deputada do PAN Inês de Sousa Real, foi aprovado com a abstenção do PSD e CDS-PP, partidos que suportam o Governo.

26 de março de 2026 às 18:59

O parlamento aprovou esta quinta-feira um texto final da Comissão de Saúde que altera a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos para reforçar os direitos dos jovens quando transitam para os serviços de adultos.

O texto da comissão parlamentar, na sequência de um projeto de lei apresentado pela deputada do PAN Inês de Sousa Real, foi aprovado com a abstenção do PSD e CDS-PP, partidos que suportam o Governo.

Na prática, o diploma prevê que, quando um jovem atinge os 18 anos, a transição do serviço pediátrico para o de adultos tem obrigatoriamente um caráter gradual e é adaptada às suas necessidades médicas, psicossociais e educacionais.

Além disso, passa a ser reconhecido o direito do acompanhamento familiar a jovens que perfaçam 18 anos durante o internamento, também pelo período adequado às suas necessidades, definido em articulação entre os serviços pediátrico e geral.

Na exposição dos motivos, o diploma do PAN alertava que um dos principais problemas dos cuidados paliativos pediátricos está relacionado com a transição dos serviços pediátricos para os serviços de adultos, quando um jovem doente completa 18 anos.

"Esta é uma mudança com enormes impactos, visto que se passa de um serviço em que há um sistema totalmente centrado no doente para um serviço em que o tratamento dado ao doente é mais genérico", referia o projeto de lei que foi aprovado, na generalidade, no final de fevereiro.

Segundo o PAN, esta transição "nem sempre garante a adaptação às necessidades" médicas, psicossociais e educacionais dos jovens, nem assegura a articulação entre o oncologista pediátrico e o novo médico que os acompanhará.

De acordo com diploma, o impacto dessas mudanças é "particularmente visível" no direito ao acompanhamento no internamento do doente quando chega à maioridade, no âmbito dos cuidados paliativos pediátricos.

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