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Ponte 25 de Abril: 60 anos da ponte uniu as duas margens do Tejo

Cerca de 150 mil veículos e 174 comboios passam diariamente na Ponte 25 de Abril, totalizando mais de 300 mil pessoas.

06 de agosto de 2026 às 01:30

Todos os dias mais de 300 mil pessoas passam pela ponte que mudou para sempre a ligação das duas margens do Tejo, entre Lisboa e Almada. A Ponte 25 de Abril, que celebra hoje 60 anos, é atravessada por cerca de 150 mil veículos e 174 comboios por dia. Antes da inauguração, ocorrida a 6 de agosto de 1966, a travessia entre Lisboa e a Margem Sul fazia-se sobretudo de barco, o que condicionava a mobilidade das pessoas e mercadorias. A ponte veio “aproximar” as duas margens - e a Península de Setúbal sofreu um intenso processo de urbanização, com um forte crescimento populacional. Com o passar dos anos, a nova ligação, que começou por ser apenas rodoviária, respondeu às necessidades de mobilidade urbana, facilitando a deslocação diária de milhares de pessoas, aumentando o número de faixas para automóveis e ativando também o tabuleiro ferroviário.

A Ponte 25 de Abril é uma referência internacional e continua a ser um dos maiores símbolos de Lisboa e de Portugal. A ligação representa um marco no avanço do País e a transformação do território. Com um vão central superior a um quilómetro e um comprimento total de 2,3 quilómetros, a Ponte 25 de Abril é a maior ponte suspensa da Europa com tráfego rodoviário e ferroviário. As duas torres chegam aos 190 metros de altura e o tabuleiro está a cerca de 70 metros acima do nível da água do rio Tejo.

Para dar vida à ideia que estava no papel trabalharam diariamente 3 mil pessoas durante quase 4 anos. Foram usadas mais de 70 mil toneladas de aço e centenas de milhares de metros cúbicos de betão. Na altura, o custo da obra foi de 2,2 milhões de contos (cerca de 11 milhões de euros, sem ajustes à inflação). Durante a construção morreram quatro trabalhadores, segundo os dados divulgados pelo Estado Novo. A este propósito, quando foi inaugurada, a 6 de agosto de 1966, chamava-se Ponte Salazar (em homenagem ao então ditador e presidente do Conselho de Ministros). Só depois da Revolução de 1974 passou a chamar-se Ponte 25 de Abril.

Apesar de desde o início ter sido pensada para ter uma plataforma ferroviária, só a 29 de julho de 1999 é que o comboio chegou à Ponte 25 de Abril, com a entrada em funcionamento do tabuleiro inferior. A ponte foi desenhada para mexer; ou seja, o tabuleiro ferroviário pode oscilar até 75 centímetros para cada lado e o topo das torres até um metro. É essa flexibilidade que lhe permite resistir ao vento e possíveis sismos.

O preço da portagem para um ligeiro ou moto fazer a travessia Almada-Lisboa é de 2,25 euros. A travessia no sentido Lisboa para a Margem Sul não é paga.

Miradouro 360º 

No pilar 7 da Ponte 25 de Abril pode ser apreciada uma vista panorâmica de Lisboa, subindo de elevador a um miradouro de 360 graus, que fica a 80 metros de altura. Pode ainda ser descoberta a história da ponte através de exposições interativas e ter-se uma experiência de realidade virtual, que transporta o visitante para espaços inacessíveis da ponte.

Golden Gate

Há quem diga que a Ponte 25 de Abril tem uma sósia, a Golden Gate em São Francisco, na Califórnia, EUA. Partilham a cor e o tipo de estrutura suspensa, mas foram desenhadas por empresas diferentes - e a norte-americana abriu 29 anos antes. Ambas foram construídas por firmas dos Estados Unidos da América.

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