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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Porto com Plano de Emergência de Proteção Civil ativo até domingo

Governo colocou 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações.

09 de fevereiro de 2026 às 13:38

O município do Porto terá ativo até às 23h59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações.

"A ativação do PMEPC visa reforçar a prontidão, a coordenação institucional e a capacidade de resposta municipal, assegurando a articulação entre os diversos agentes de proteção civil, serviços municipais e entidades com responsabilidades na prevenção, monitorização e resposta a situações de risco", esclareceu a autarquia no seu 'site'.

O plano encontra-se ativo desde as 00h00 de domingo.

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Porto está a "acompanhar permanentemente a situação, garantindo a monitorização meteorológica e hidrológica, a coordenação das operações municipais de proteção e socorro e a adequada informação à população".

O acesso à Avenida D. Carlos I e aos molhes e praias está interditado e não há previsão do levantamento destas restrições, esclareceu esta segunda-feira à Lusa a autarquia.

Na Praia da Luz, na Foz do Douro, a forte ondulação provocou estragos no restaurante existente naquele areal.

O comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, disse esta segunda-feira à Lusa, pelas 11h00, que a situação no rio Douro "tem estado estabilizada", mas devido à "previsível maior pluviosidade" o alerta vermelho para risco de cheias e as medidas de prevenção são para manter.

O comandante alertou que "está prevista muita chuva para o Norte de Portugal e para Espanha", previsão que "associada ao aumento do caudal dos rios e afluentes e à elevada saturação que os solos" pode a vir a causar dificuldades.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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