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Correio da Manhã

Sociedade
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Portugal está nas bocas do mundo e a culpa é de um serial killer

Em causa está a cabeça embalsamada do primeiro grande criminoso do país.
João Monteiro de Matos 29 de Maio de 2017 às 19:40
FOTO: Octávio Paiva

A página internacional Atlas Obscura publicou, no final do mês de maio, um artigo que está agora a fazer furor na internet e que tem como ‘protagonista’ a uma cabeça embalsamada exposta no museu da Faculdade de Medicina de Lisboa.

O crânio em questão, uma das primeiras peças da exposição, pertence ao primeiro assassino em série em Portugal, Diogo Alves, que aterrorizou a cidade de Lisboa durante os meados do século XIX. A cabeça do exterminador do Aqueduto de Lisboa foi preservada para que os seus impulsos criminais pudessem ser estudados em profundidade pela ciência.

A publicação dá ainda destaque à forma como a parte do corpo está exposta no museu, já que está "em cima de uma prateleira ao lado de uma mão dissecada" com uma "aparência pacífica".

A história de Diogo Alves suscitou, desde sempre, várias questões, já que, de forma inexplicável, conseguiu adquirir uma chave falsa das portas do Aqueduto das Águas Livres, onde se escondia, para assaltar as pessoas que passavam, atirando-as de seguida de uma altura aproximada dos 65 metros.

Na época, chegou a pensar-se que existiria uma vaga de suícidios inexplicáveis, e foram precisas muitas mortes para que se descobrisse que era tudo obra de um criminoso. Diogo Alves, o primeiro grande criminoso do nosso país, terá matado mais de 100 pessoas em três anos.

Tanto a biografia de Diogo Alves como a exposição do seu crânio estão prender a atenção dos visitantes deste site que consideram toda esta história como "digna de um filme". 

A história de Diogo Alves esteve também em destaque na página de Facebook da conceituada revista norte-americana Wired.

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