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Presidente da CIM de Leiria pede técnicos estrangeiros para ajudar E-Redes

Cerca de 90 mil pessoas dos 10 concelhos da CIM continuam sem eletricidade.

04 de fevereiro de 2026 às 12:47

Cerca de 90 mil pessoas dos 10 concelhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria continuam, esta quarta-feira, sem eletricidade e o presidente pede ajuda de técnicos estrangeiros para acelerar a reposição de energia.

"Uma semana depois, continuamos com muita gente, muitas pessoas, sem energia elétrica e já começa a ser de difícil compreensão, por mais boa vontade que haja. Estamos a falar de cerca de 90.000 pessoas, é um número anormalmente muito elevado", disse o presidente da CIM Região de Leiria.

Jorge Vala reconheceu "o trabalho árduo e penoso, porque há pessoas que não têm praticamente descansado para responder ao máximo e com a maior brevidade possível," por parte da E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade.

"Mas começa a ser difícil respondermos às nossas comunidades a este tempo de demora, porque muitas vezes o problema está na baixa tensão, no cabo que liga às casas. Eu tento compreender, mas começa a ser difícil", afirmou.

Neste sentido, defendeu "máxima celeridade" na reposição da energia, principalmente em concelhos como Pombal (com falta em mais de 60%), os concelhos a norte, com exceção de um ou dois, têm 30% a 40% das suas populações sem energia" elétrica.

"Este é o ponto ao qual o país tem de responder. Estão cá 1.200 pessoas da E-Redes a trabalhar e eu pergunto se não será possível virem mais para ajudar. Eventualmente, até de outros países para ajudar a E-Redes a resolver estes problemas", apelou.

Jorge Vala acrescentou que, "são milhares de casas" que estão em causa e, por isso, "vão ter que se reunir muitas pessoas só neste trabalho de reparar os cabos habitação a habitação para que todos tenham" energia elétrica.

"Porque, neste momento, temos o ponto de transformação energizado em média tensão, mas depois a distribuição não acontece em milhares de casas, porque os cabos de baixa estão danificados ou em curto-circuito. Este trabalho tem de ser feito rapidamente em toda a região", exigiu.

Há ainda concelhos em que "é necessário reparar os cabos que foram deitados a baixo pelas quedas de árvores", nomeadamente na zona do pinhal de Leiria, e onde "o trabalho tem de ser mais célere, eficaz ele tem sido, mas tem sido também lento".

A CIM Região de Leiria é composta pelos Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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