Marcelo admitiu que reunião será "uma cimeira difícil, uma cimeira dura".
Presidente da República diz estar 'muito esperançoso' na Conferência dos Oceanos da ONU
O Presidente da República afirmou este domingo estar "muito esperançoso" na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que arranca na segunda-feira em Lisboa, dizendo que "Lisboa une e não divide".
Num evento da Fundação Oceano Azul de boas-vindas à Conferência dos Oceanos, que decorreu no Oceanário em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que a reunião que arranca na segunda-feira em Lisboa será "uma cimeira difícil, uma cimeira dura", mas na qual disse "estar muito esperançoso".
No final, questionado pelos jornalistas sobre a razão dessa esperança, o chefe do Estado realçou que a Declaração de Lisboa que sairá dessa cimeira "está praticamente pronta e foi muito pacífica".
"Até é um contraste: no momento, em que há uma guerra no mundo, há já uma declaração que tem o acordo de todos os Estados. Lisboa une e não divide", salientou.
Questionado se não teme que a guerra na Ucrânia posa ensombrar esta Conferência dos Oceanos, o chefe de Estado respondeu negativamente.
"As pessoas têm noção de que há temas em que tem de haver acordo: oceanos, migrações, refugiados, terrorismo ultrapassam fronteiras e continentes. São temas que exigem de facto um acordo global", defendeu.
Na sua breve intervenção em inglês na iniciativa de boas-vindas, o Presidente da República elogiou o papel dos ativistas climáticos e das fundações, que defendeu representarem "o poder do povo".
"Estou grato a muitos ativistas que estão aqui, amanhã será a vez dos chefes de Estado e de Governo, mas vocês são tão importantes como eles, eu diria até que são mais importantes do que eles. Um líder é-o por um ou dois mandatos e os ativistas são-no por toda a vida", destacou Marcelo Rebelo de Sousa.
Tal como tinha feito na tarde deste domingo, num evento paralelo à cimeira com 150 jovens de todo o mundo, o Presidente da República deixou uma nota de urgência no combate às alterações climáticas e pelos oceanos.
"Estamos a correr contra o relógio, perdemos demasiado tempo, temos de recuperar este tempo, estou esperançoso", afirmou.
Marcelo Rebelo de Sousa deixou ainda as boas-vindas a todos os que visitarão Portugal no âmbito desta iniciativa da ONU, apelando a que "depois voltem".
A Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC, sigla em inglês) vai realizar-se este ano em Lisboa (no Altice Arena), copresidida por Portugal e pelo Quénia, entre segunda e sexta-feira, e contará com a presença de chefes de Estado e de governo de todos os continentes.
São esperados mais de 7.000 participantes de mais 140 países, 38 agências especializadas e organizações internacionais, mais de mil organizações não-governamentais, 410 empresas e 154 universidades.
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